Reino Unido poderá demorar mais de seis meses a regressar à normalidade

29 Mar 2020 / 18:39 H.

A assessora do Governo britânico para a saúde, Jenny Harries, estimou hoje que o Reino Unido possa demorar mais de seis meses a recuperar a normalidade após a pandemia causada pelo novo coronavírus.

A previsão foi avançada durante o encontro virtual com os meios de comunicação, realizado diariamente a partir de Downing Street, - residência oficial do primeiro-ministro, Boris Johnson -- que hoje contou também com o ministro britânico da Habitação, Robert Jenrick.

A especialista médica, citada pela Agência EFE, afirmou que a cada três semanas são feitas “revisões” sobre os impactos das medidas de confinamento impostas pelo Governo, estimando que possa levar entre “dois a três meses” para que os efeitos a longo prazo comecem a ser sentidos e “de três a seis meses” para se ver até que ponto o país poder “voltar ao normal”.

“E poderá ir mais além”, advertiu, considerando que “os números vão piorar na próxima semana, possivelmente duas” e só depois se verá se se conseguirá “baixar a curva e começar a ver um declínio [no número de casos”.

“Isso não significa que ficaremos em confinamento total por seis meses”, esclareceu Harries. Mas, acrescentou, “como país, temos que ser muito responsáveis e continuar a fazer o que nos dizem, até termos a certeza de que podemos começar gradualmente a realizar levantar algumas medidas”.

Na passada segunda-feira, o Governo britânico decretou o confinamento obrigatório para todos os cidadãos, os quais só podem sair para fazer compras de bens essenciais, exercício uma vez por dia, dar assistência a uma pessoa vulnerável ou para trabalhar, se não puderem fazer de casa.

O Reino Unido registou até hoje 1.228 mortes de pessoas devido à covid-19, entre 19.522 casos positivos, divulgou o Ministério da Saúde britânico.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 363 mil infetados e mais de 22 mil mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.