Corrida aos supermercados na Madeira esgota alguns produtos

Nalgumas superfícies já não há enlatados, papel higiénico e outros bens de higiene

11 Mar 2020 / 20:15 H.

Um súbito afluxo de pessoas aos supermercados na Madeira está a provocar a rotura de stock de alguns produtos durante a tarde e noite desta quarta-feira, dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a doença Covid-19 como pandemia, e quando não há, para já, registo de qualquer caso de infecção pelo novo coronavírus na Região.

Numa ronda feita pelo DIÁRIO junto das principais unidades comerciais de distribuição alimentar, verifica-se uma afluência atípica de pessoas. Um dos funcionários confidenciou-nos que a corrida é de tal ordem que supera mesmo a verificada tradicionalmente em vésperas de Natal.

Os produtos de higiene como sabão, sabonete e papel higiénico são os mais procurados, havendo estantes vazias e alguns produtos esgotados. Também os bens alimentares com prazo de validade mais amplo como enlatados, massas e o arroz, estão também a ser adquiridos pelos madeirenses a um ritmo fora do normal.

Mas a procura verifica-se também noutras secções dos supermercados como no talho. Um dos funcionários avançou-nos que a carne refrigerada que havia no armazém frigorífico para consumir até sexta-feira já esgotou.

Há também prateleiras parcialmente vazias na secção das frutas, legumes e nos congelados.

O receio de ficar de quarentena devido à infecção pelo coronavírus é a explicação mais plausível para a grande afluência que se tem verificado nas unidades comerciais do ramo alimentar na Madeira, não obstante o apelo à serenidade, deixado pela Direcção-Geral da Saúde, para que a população não corra aos supermercados e açambarque produtos em escala, provocando rupturas desnecessárias.

A corrida surgiu no dia em que a OMS declarou o surto do novo coronavírus como pandemia. Também hoje, o Governo Regional atribuiu ao surto de Covid-19 à quebra de 20% no sector do turismo na Região Autónoma da Madeira.

Miguel Albuquerque, presidente do executivo madeirense, vincou que a evolução epidemiológica da doença exige medidas “temporárias e excepcionais” no contexto regional abrangendo os sectores empresarial, escolar, desportivo e cultural.