DJ SIL apoia o adiamento dos arraiais na Madeira “pelo bem da saúde de todos nós”

“Na nossa área pede-se contacto, vivemos do contágio das pessoas, vivemos da alegria das pessoas todas em uma só voz, quer seja a dançar ou a viver o momento á sua maneira, por mais que me custe aceitar isto, sem fecharmos este ciclo de contágio e sem uma vacina para a próxima vaga, que servirá de prevenção, prevejo que nos próximos tempos não teremos ajuntamentos, para algo tão glamoroso que é dançar”

04 Abr 2020 / 12:46 H.

É uma das primeiras reacções ao artigo do DIÁRIO sobre o adiamento e cancelamento de arraiais, tendo em conta o evoluir da pandemia de covid-19 no Mundo, em Portugal e na Madeira. Sílvio Freitas, que na pele de Disc Jockey é mais conhecido por DJ SIL, em declarações ao nosso matutino apoia o adiamento destas festividades “pelo bem da saúde de todos nós e para voltarmos mais fortes”.

Não é fácil, quantificar os eventos perdidos, cancelados e os adiados para 2021 pode-se dizer que também foram cancelados. A nossa Região atravessava uma fase de estabilidade e afirmação no que diz respeito aos eventos. Tínhamos certames, festas, arraiais, produções para todos os gostos e géneros mas em comparação ao período homólogo a 2020, enquanto DJ, tive durante os três meses de Verão cerca de meia centena de eventos, e nesses 50 eventos passaram comigo centenas de músicos, performers, artistas, técnicos de som, de luz e os roadies que também foram afectados. A pancada no sector é inimaginável”, garante o também empresário na área da produção de eventos.

Sílvio Freitas espera que “quando voltarmos à normalidade possível terá de haver por parte de promotores, patrocinadores, Câmaras, Juntas, Casas do Povo, festivais e teatros a preocupação de proteger o produto regional” e diz isto “sem qualquer intenção xenófoba ou regionalista, pois haverá sempre grandes bandas, DJs portugueses ou até mesmo internacionais que virão à Região”, mas a par desses, os organizadores terão de levar também aos festivais artistas madeirenses por “uma obrigação cívica cumprirem o seu papel na sobrevivência da indústria”. “E o publico terá de encorajar e participar da mesma forma e com a mesma vibração”.

“Na nossa área pede-se contacto, vivemos do contágio das pessoas, vivemos da alegria das pessoas todas em uma só voz, quer seja a dançar ou a viver o momento à sua maneira, por mais que me custe aceitar isto, sem fecharmos este ciclo de contágio e sem uma vacina para a próxima vaga, que servirá de prevenção, prevejo que nos próximos tempos não teremos ajuntamentos, para algo tão glamoroso que é dançar. A terminar quero também deixar o repto que a saúde está em primeiro lugar e com ela não há espaço para a nada, o flagelo social da fome e a estabilidade de milhares de famílias está em jogo, não me revejo estar numa festa sem estes pontos estarem resolvidos, mas temos de agir, sem pânico para que a vida também de centenas de artistas não seja cancelada”, concluiu.