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Satélies que seguiam na missão espacial Artemis II lançados com sucesso

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Os quatro pequenos satélites que seguiam na missão tripulada Artemis II foram lançados com sucesso, antes de a cápsula Orion se dirigir para a Lua, confirmou a agência espacial norte-americana NASA.

Os quatro pequenos satélites transportados pela tripulação da Orion, que se dirige para o lado oculto da Lua, conhecidos como 'CubeSats', provenientes da Argentina, Coreia do Sul, Alemanha e Arábia Saudita, foram levados para serem colocados na órbita terrestre.

De acordo com a NASA, em conferência de imprensa na sexta-feira, os quatro foram lançados "com sucesso" e de acordo com o calendário definido pela agência espacial, tendo sido possível estabelecer comunicação com os transmissores espaciais da Argentina e da Arábia Saudita.

A Orion deixou na quinta-feira a órbita terrestre e iniciou a viagem rumo à lua, tornando-se a primeira missão tripulada a atingir a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.

Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilómetros) da Terra, um marco que torna os quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do 'planeta azul' desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972.

Segundo a NASA, os tripulantes da Orion - o comandante da missão, Reid Wiseman, e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch - estão bem e com um ânimo excelente.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se nos humanos que viajaram mais longe da Terra.

Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que estes funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.

As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é a designada "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o que a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

Ao contrário do que aconteceu com o programa Apollo, a NASA está a colaborar agora com outros países, principalmente europeus, e com o setor privado, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, de Elon Musk e Jeff Bezos, respetivamente, que serão responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos de aterragem lunar.