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“Ilhas desabonadas”

Sabemos perfeitamente que a RODA já foi inventada... no período Neolítico

Eis-nos no ano 2026, já no século XXI e passado mais de 1/4 deste século, com a boa notícia de que surgiu finalmente, com uma maneira para uniformizar e facilitar as viagens aéreas entre o continente e as ilhas adjacentes, ... a nossa em particular, que nos séculos XV e XVI, liderou na Europa a produção do “ouro branco”, muito cobiçado por inúmeros países, sendo até enviada da nossa ilha para o recém descoberto Brasil, a famosa cana de açúcar, que muito dinamizou esse imenso e jovem território. Parece-me portanto, que finalmente vamos anular... ou melhor dizendo, “enterrar” definitivamente, esse modelo, abstracto e sinistro de subsídio de mobilidade. Em que os cidadãos nativos e viajantes das ilhas, adiantam um “dinheirinho” ao Estado para pagar a viagem, para depois recebê-lo, meses mais tarde, de acordo com as disponibilidades dos serviços para tal designados, neste caso os CTT. Ficando aqui a lembrança do ridículo e até insultuoso facto, em permanecer numa fila dos ditos balcões dos correios, para receber uma quantia, por vezes avultada, onde podiam estar também, pessoas com incapacidades, idosos ou indivíduos diminuídos fisicamente, que ali iam mensalmente receber as habituais pensões, a que tinham direito. Não questionando a funcionalidade dos sistemas de subsídios de transporte, queria chamar a atenção para a disparidade existente entre o nosso país e outros países europeus, em que o valor subsidiado e atribuído pela viagem é aquele que é exigido na hora da sua compra.

Sabemos perfeitamente que a roda já foi inventada no período Neolítico, lá para os anos 3500 ou 4000... A.C., e não foi necessário inventar mais nada semelhante, até aos dias de hoje! Quero com isto dizer que não vale a pena inventar, materiais ou métodos, que já existem e que funcionam, mas sim, copiá-los e utilizá-los em nosso próprio proveito. Basta fazer o mesmo que os nossos vizinhos europeus, desde a Espanha até á Grécia. Não vale a pena também arranjar justificações com as companhias aéreas, quando a nossa, já foi vendida, comprada, vais ser novamente vendida, dando a ideia de que é um negócio complicado, pouco rentável. Quando não é mais do que um serviço de “autocarros voadores”, com as respectivas particularidades inerentes!

Reparei recentemente na imprensa diária informação referente a essa novíssima plataforma de apoio ás deslocações aéreas - de e para as ilhas - que apresentam vários inconvenientes, no seu acesso e no funcionamento digital. Será que funciona como aqueles atendedores automáticos de chamadas nas empresas, do tipo: “for english press one”, “pour français presse deux”, “per il tedesco premere tre”, e depois se não conseguir, é só enviar um e-mail para tal e tal ponto com!

Quando não se faz uma “coisa” bem feita, temos de chamar alguém que a saiba fazer corretamente, o que faz duplicar o trabalho, além de implicar muita perda de tempo! Vamos aguardar!