Carta aberta a Paulo Cafôfo
Caro Presidente do PS Madeira,
Camarada Paulo Cafôfo,
Depois de mais de dez anos de intensa atividade política e partidária, escrevo hoje na qualidade de militante de base do PS, que há largos meses regressou à sua profissão. Pelo caminho, nunca tive vergonha: nem de ser político e ainda menos de ser socialista. Reconheço os custos que falar publicamente sobre o PS tem: junto dos militantes, que preferem a discussão interna, mas que me está vedada; e dos madeirenses em geral, que em cada divergência de opinião procuram sinais de fragilidade da oposição. Só o faço, também com custos pessoais, porque podem proscrever-se pessoas, mas não se podem proscrever ideias - e comigo é sempre sobre ideias: para o futuro da Madeira e para o futuro do PS.
Pelos motivos que todos conhecemos, a última semana foi uma das mais difíceis da história recente do PS - mas ainda que isso deixe marcas, para o que interessará realmente a partir de terça-feira? Se todos quisermos, para muito pouco. A aprovação da moção de censura abrirá a janela de clarificação política de que a Madeira precisa - e, com isso, também a oportunidade de começarmos tudo de novo.