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Na Madeira constrói-se, no Continente hipoteca-se o futuro

O mês de Setembro marca o regresso do ano lectivo. Por todo o país milhares de alunos, professores e demais funcionários regressam ao exercício das suas funções nas escolas. Regressam na sua maioria para uma escola, a pública, que deveria dotar os seus estudantes das ferramentas e competências necessárias para singrar no mercado de trabalho actual e funcionar, por conseguinte, como elevador social.

Felizmente, neste aspecto, assim como em tantos outros, em que as áreas estão regionalizadas, a Madeira distingue-se do Continente pelos melhores motivos. Se hoje a Madeira tem o melhor sistema educativo do país deve-o totalmente a este Governo Regional liderado por Miguel Albuquerque.

Os professores – que são o grande pilar do sistema ensino– vêem o seu trabalho valorizado pelo Governo Regional e sentem-se muito mais motivados do que no Continente. E não é para menos. Senão vejamos. Na Madeira mais de 6 mil professores recuperaram todo o tempo de serviço em que a carreira esteve congelada. Uma recuperação promovida pelo Governo de Miguel Albuquerque que permitiu o aumento de salários na ordem das centenas de euros. Na Madeira - para que as coisas fiquem claras aos olhos dos cidadãos - há docentes com aumentos de 600 euros por mês na Madeira. Uma valorização mais do que justa e merecida para os professores que ensinam as nossas crianças e jovens e que não teria sido possível com um governo do Partido Socialista.

Aliás, no Continente, o Governo do PS de António Costa insiste em não devolver o tempo de serviço aos professores. Insiste em não valorizar os professores e, mais grave, em não apostar na Escola Pública. A Escola Pública que é o grande motor de desenvolvimento do nosso país.

O Ensino Público no Continente não funciona, com grave prejuízo para as novas gerações. Milhares de alunos – que ficaram sem aulas durante semanas e meses – viram desta forma toda a sua aprendizagem prejudicada por uma teimosia do Partido Socialista. Um Partido Socialista que prefere não pagar aos professores para, por exemplo, injectar milhões numa TAP capturada pelos boys do aparelho do Estado que nem para garantir uma coisa básica como a coesão territorial do país se serve.

Pergunto-me que futuro terão estas crianças e jovens do Continente? Crianças e jovens na escola pública que foram claramente ultrapassados no processo de aprendizagem pelos jovens cujos pais podem pagar o ensino no privado.

Não deixa de ser irónico que é o Partido Socialista - que tem na sua génese ideológica o fim das desigualdades sociais - o partido que avariou o elevador social do país. O partido que tem aumentado as assimetrias entre ricos e pobres. O partido tem empobrecido a classe média ao ponto de colocar em causa a sua própria existência.

Cada vez mais Portugal parece a Venezuela de Nicolás Maduro. O que nos vale a nós, madeirenses, é que ainda temos a nossa Autonomia. Não tanta como gostaríamos de ter, é certo, mas que ainda nos permite decidir, com as suas limitações, que futuro queremos seguir.

Um futuro que é diferente daquele que o Partido Socialista tem para o país. Uma escolha que assenta em professores valorizados e motivados a ensinar e a dar aulas. Uma escolha que assenta na aposta na preparação dos nossos jovens para a transição digital do mercado. Que antecipou a economia das próximas décadas e criou salas do futuro e investe na robótica. Uma escolha que investe na escola pública como instrumento imprescindível da mobilidade social.

Enquanto na Madeira este Governo Regional do PSD/CDS, liderado por Miguel Albuquerque, aposta na educação para construir o futuro, no Continente o Governo do PS de António Costa hipoteca o futuro às novas gerações.