Madeira

JSD quer Habitação mais acessível, GR garante “priorização dos mais jovens"

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A Comissão Política Regional da Juventude Social-Democrata da Madeira promoveu esta quarta-feira, 14 de Junho, um debate intitulado 'Desafios da Habitação Jovem' no concelho da Ribeira Brava. A acção contou com a intervenção do secretário regional do Equipamento e Infra-estruturas, Pedro Fino, que abordou os desafios sentidos pelos mais jovens e quais as respostas públicas que o Governo Regional tem desenvolvido ao longo dos últimos anos no campo da habitação. 

Na ocasião, o líder da JSD/M, Bruno Melim, alertou para a necessidade de serem criadas soluções acessíveis na Habitação sendo este “o principal factor” da emancipação, cada vez mais tardia, dos mais jovens.

Em Portugal, os jovens saem de casa dos pais, em média, quase aos 35 anos. Isto para além de significar que são os jovens que saem mais tarde de casa em toda a Europa, revela também, uma limitação significativa das aspirações dos jovens na realização de outros projetos, nomeadamente a paternidade que tem vindo, por diversos motivos, mas também por este, a ser adiada. Bruno Melim, JSD/M

Para o líder dos jovens social-democratas, “o problema da Habitação é transversal à sociedade” pelo que é importante encontrar e concretizar soluções adequadas a cada nível de rendimentos. Nesse sentido, entende, que os programas do Governo Regional apresentam “perspectivas ambiciosas” na resolução deste problema.

Olhando para as políticas públicas no setor da Habitação, vemos com agrado, as respostas desenvolvidas numa lógica interclassista e de equilíbrio do mercado, uma vez que a habitação continua a ter um forte impacto nos orçamentos familiares. Bruno Melim, JSD/M

Na sua intervenção, Pedro Fino manifestou sensibilidade às diversas solicitações apresentadas pelos jovens revelando que no quadro das políticas públicas de Habitação assumidas pelo Governo Regional existe uma “priorização dos mais jovens e da classe média” por forma a “corrigir algumas assimetrias provocadas pelo mercado”.

O governante apontou como causa para a actual situação da habitação em Portugal um conjunto de factores assentes na “drástica redução da oferta em consequência da crise do subprime, a política de juros baixos assumida pelo BCE durante uma década, o contexto pandémico que transformou a visão sobre a habitação, - levando a que as pessoas passassem a valorizar outras necessidades no que concerne à habitação-fomentando -, o aceleramento das transacções comerciais e, ainda, o aumento dos custos das matérias-primas que se repercute no preço final da habitação”.

Pedro Fino referiu ainda que no quadro dos programas em vigor, bem como, da nova iniciativa “casa própria” há um enquadramento específico para os jovens através de "majorações, prioridades e definição de critérios que permitam uma maior facilidade no acesso ao mercado da habitação”, assumindo que uma política pública para a habitação “se faz com respeito pela propriedade privada, mas garantindo um acesso equitativo à habitação”. O secretário regional concluiu lançando um desafiou aos jovens para que mantenham uma perspectiva ambiciosa quanto à matéria da Habitação. 

Bruno Melim aponta que uma das principais conclusões da iniciativa passa por uma implementação “célere das diversas medidas" e a concretização de uma avaliação nos próximos meses sobre "o impacto das medidas de habitação, a evolução do mercado e os ajustamentos necessários a fazer".