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Autoridade Marítima e Marinha alertam para agravamento do estado do mar entre 5.ª feira e domingo

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A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha alertaram hoje para o agravamento da agitação marítima em Portugal continental a partir de quinta-feira e até domingo, prevendo-se ondulação que pode atingir os 17 metros de altura máxima.

Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional refere que as previsões apontam para "um agravamento considerável das condições meteorológicas e de agitação marítima na costa ocidental de Portugal continental a partir das 00:00 de 02 de novembro, e até às 18:00 de domingo, dia 05 de novembro".

"A agitação marítima será caracterizada por uma ondulação proveniente do quadrante Noroeste, com uma altura significativa que poderá atingir os 10 metros e uma altura máxima de 18 metros, com um período médio a variar entre os seis e os 12 segundos", lê-se na nota.

São igualmente esperados ventos provenientes do quadrante noroeste, com uma intensidade média de até 85 quilómetros/hora e rajadas até 150 quilómetros/hora.

Desta forma, as autoridades alertam a comunidade marítima e a população em geral para os cuidados a ter tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras, desde o reforço da amarração à vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas.

É também pedido que sejam evitados passeios junto ao mar ou em zonas expostas à agitação marítima, de que são exemplo os molhes de proteção dos portos, arribas ou praias.

A Autoridade Marítima apela ainda a que não seja praticada pesca lúdica, em especial junto às falésias e zonas de arriba, "frequentemente atingidas pela rebentação das ondas, tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras".

Também a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu hoje, em comunicado, um aviso à população sobre o agravamento das condições meteorológicas nas próximas 48 horas, com vento e chuva forte, agitação marítima e queda de neve.

A ANEPC alertou para o risco da ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais, por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro, assim como de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras.

A proteção civil recomendou também "especial cuidado na circulação junto à orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis.

Na segunda-feira, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) revelou que a depressão Ciarán, que se desloca no Atlântico em direção a leste, deverá afetar Portugal continental e a Madeira a partir de quinta-feira, com vento e precipitação forte, principalmente no Norte e Centro.

O instituto prevê também que "um aumento muito relevante da agitação marítima no dia 02 na costa ocidental, onde as ondas deverão ser de noroeste e atingir cinco a sete metros de altura significativa, e com uma probabilidade elevada de ultrapassar os sete metros, nomeadamente a norte do Cabo Raso".

"Este episódio dever-se-á prolongar até dia 06 de novembro", estimou o IPMA.