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Costa diz que prorrogação do ‘layoff’ tem de ser “devidamente ponderada”

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que “é essencial” manter medidas de proteção dos postos de trabalho, mas não deu uma resposta concreta sobre o prolongamento do ‘lay-off’ simplificado, considerando que essa medida tem de ser “devidamente ponderada”.

Durante o debate quinzenal que decorreu hoje na Assembleia da República, em Lisboa, o deputado João Almeida questionou o primeiro-ministro “se o Governo pondera prolongar o regime de ‘lay-off’ simplificado para além de 30 de junho”, como “sugeriu hoje o senhor Presidente da República”.

“Os problemas não terminam no dia 30 de junho, mas o ‘lay-off’ simplificado termina. Um restaurante que agora está a começar a funcionar a 50% não vai ter condições para pagar em julho salários a 100%”, assinalou o democrata-cristão.

Na resposta, o primeiro-ministro apontou que a “eventual prorrogação desta medida de ‘lay-off’, o regime normal de ‘lay-off’ ou qualquer outra medida de natureza equivalente” serão assuntos em cima da mesa nas reuniões que terá na próxima semana com os partidos.

“Quando segunda ou terça-feira tivermos oportunidade de reunir com o CDS para discutir o programa de emergência económica e social, naturalmente uma das medidas que tem de ser devidamente ponderada é se devemos manter este regime simplificado, se se deve regressar simplesmente ao regime normal que vigora desde os anos 80, ou se deve haver uma outra medida alternativa”, assinalou.

Na ótica de António Costa, “é essencial” manter em vigor “medidas de proteção dos postos de trabalho”.

“Todos temos consciência que, fruto da crise sanitária, fruto do legítimo receio das pessoas, e fruto das dificuldades efetivamente da crise e da perda de poder de compra da generalidade dos portugueses, há vários setores económicos, sobretudo micro e pequenas empresas, que estão particularmente expostos à crise e correm uma ameaçada séria dos seus postos de trabalho”, justificou o líder do executivo.

Por isso, Costa defendeu “medidas que respondam a essa necessidade, proteger as empresas, os empregos e o rendimentos dos portugueses”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sugeriu hoje que o Governo pondere prolongar o ‘lay-off’, se houver disponibilidade financeira para isso, para conter o aumento do desemprego.

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