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Madeira

Ireneu Barreto lembra que compete à autoridade de saúde regional dizer o que pode ser aberto

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O Representante da República não se pronuncia sobre quais as actividades económicas que poderão abrir, gradualmente, já a partir da próxima semana. “Isso é com as autoridades de saúde. Nós podemos ser mais voluntaristas ou mais contidos, mas isto é um problema de saúde pública”, sublinha Ireneu Barreto.

Após uma visita ao Comando Regional da PSP, o Representante da República voltou a afirmar que qualquer medida que seja adoptada na Região terá de seguir os procedimentos das anteriores.

“Como já disse várias vezes, estou disponível para mandar ou fazer executar todas as medidas que sejam determinadas na Região - evidentemente que as de nível nacional nem se discutem - desde que sejam pedidas pela autoridade de saúde. A autoridade de saúde é que diz o que é que deve ser fechado e será a autoridade de saúde que terá que dizer o que pode ser aberto”, afirma.

Ireneu Barreto aproveita para voltar a manifestar “imensa confiança nos serviços de saúde da Região” que, sem querer fazer comparações, considera “excelente”.

“Estamos numa situação em que não devemos nada a ninguém em cuidados de saúde”, garante.

O Representante foi recebido pelo comandante da PSP na Região e assistiu a um briefing de balanço às acções desenvolvidas durante o estado de emergência, com particular atenção para o período a Páscoa em que esteve proibida a circulação entre concelhos.

A PSP realizou vários operações de controlo de trânsito, durante o período de estado de emergência e fiscalizou - algumas operações ficaram a cargo da GNR - quase 100 mil viaturas até ao momento. No terreno têm estado quase 300 polícias.

De um modo geral tem havido um grande cumprimento da parte da população e, no período da Páscoa, terão sido apenas 3% os condutores que circulavam sem fundamentação legal.

Num período em que o confinamento em domicílio é geral, a PSP tem dado particular atenção a situações de violência doméstica já referenciadas e procurado manter contacto com as vítimas.

“Em nome da República e como madeirense, manifestar a minha gratidão. Como já disse noutras ocasiões, este é o desafio das nossa vidas. Nunca mais seremos o mesmo mundo e as mesmas pessoas, haverá um antes e um depois desta pandemia”, afirmou Ireneu Barreto no final da apresentação.

“Na primeira linha temos os profissionais de saúde, para eles irá sempre o nosso reconhecimento. Mas numa segunda linha está a prevenção, sem a qual jamais poderemos erradicar a doença. É crucial a acção de todos aqueles que estão no terreno para evitar que, por indisciplina, má consciência, muitas vezes por desconhecimento, as pessoas adoptem comportamentos que acabam por ser perigosos para elas e para os outros”, justificou.

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