CMF irá promover uma Biblioteca Humana

13 Mar 2018 / 12:12 H.

É o mais recente projecto de matriz social da Câmara Municipal do Funchal (CMF), dinamizado pela empresa municipal SocioHabitaFunchal, nos Centros Comunitários do Palheiro Ferreiro e de São Gonçalo. Chama-se ‘Quebrar Correntes’ e está a abordar com adolescentes da freguesia as questões relacionadas com a violência, a discriminação e o preconceito nas suas mais diversas faces, seja racial, sexual ou socioeconómico.

Para o efeito, o ‘Quebrar Correntes’ tem organizado visitas, encontros e sessões de trabalho junto de associações como a Rede Ex Aequo, a Associação Presença Feminina, a UMAR ou o grupo de activistas online Mad le’s Femme, preparando-se agora para criar o seu primeiro evento-âncora aberto a toda a população. Trata-se, neste caso, de uma ‘Biblioteca Humana’.

O conceito criativo e desafiante vai permitir à população interessada nas questões de género, identidade, sexualidade e violência associada ao género, ouvirem experiências pessoais reais, da boca de quem já enfrentou e já superou algumas destas situações graves.

“As pessoas serão, neste caso, os livros vivos, disponibilizando-se para contar a sua história de vida. Consideramos que esta será uma experiência marcante e extremamente enriquecedora para todos os presentes”, sublinha a vereadora Madalena Nunes, que tem o pelouro da Igualdade de Género na CMF.

O evento está marcado para o próximo dia 17 de Março, sábado, entre as 15 horas e as 18h30, na Universidade Sénior do Funchal, situada na antiga Escola da Azinhaga da Nazaré, em São Martinho. As entradas são livres, mas sujeitas a inscrição, através do email quebrarcorrentes@gmail.com.

O projecto ‘Quebrar Correntes’ e a criação de uma Biblioteca Humana foram uma ideia de Andreia Jesus, antropóloga de formação, que é estagiária da SocioHabitaFunchal, e que depois de uma formação europeia que a levou à Arménia e ao Reino Unido, englobada no tema da Igualdade de Género, decidiu implementar a ideia no Funchal, nomeadamente nos centros comunitários já referidos, em São Gonçalo, onde já havia colaborado.

Os resultados têm sido dignos de registo, ao ponto de o executivo municipal pretender agora estendê-lo a todos os centros comunitários da CMF.

Madalena Nunes destaca que a visita aos contextos de cada associação parceira, e a realização de workshops, tem sido “fundamental para que os jovens envolvidos possam perceber a realidade do nosso território” e refere que a equipa da Sociohabitafunchal tem ficado “sensibilizada pela resposta dos jovens, e pelos resultados da promoção do respeito pela diferença e pela diversidade. Ainda assim, é importante deixar claro que, na Câmara Municipal do Funchal, não trabalhamos para amanhã. Trabalhamos para ter resultados a médio e longo prazo, com diferentes instrumentos e abordagens inovadoras e dinâmicas, criativas e ambiciosas, e que têm traduzido, acima de tudo, a nossa aposta social permanente”.

Madalena Nunes conclui que “projetos como o ‘Quebrar Correntes’ ou iniciativas como a ‘Biblioteca Humana’ inserem-se inteiramente nos princípios das Cidades Educadoras, que têm sido o fio condutor de toda a nossa gestão da cidade, e em todo o trabalho pioneiro que temos feito ao nível da igualdade de género no Funchal. Hoje, o Funchal é cada vez mais uma Cidade Educadora em todas as áreas, num trabalho de humanização da cidade que se vê e que se sente, e que coloca as pessoas no centro de todas as nossas políticas”.

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