APIFARMA cria linha de apoio financeiro para compra de equipamentos de saúde

26 Mar 2020 / 15:30 H.

A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) criou uma linha de apoio para a aquisição de equipamentos para os profissionais de saúde que combatem a covid-19, anunciou hoje em comunicado a entidade.

“O protocolo assinado com a Ordem dos Médicos e com a Ordem dos Farmacêuticos permitirá reunir contributos da indústria farmacêutica para apoiar os esforços de contenção deste surto epidémico” provocado pelo novo coronavírus, lê-se no documento.

A APIFARMA apontou para a situação “absolutamente extraordinária” da pandemia de covid-19, realçando que a mesma exige um “empenho sem precedentes” da sociedade civil.

O acordo celebrado entre as três entidades permite que as empresas associadas da APIFARMA canalizem donativos financeiros ou em espécie para a Ordem dos Médicos e para a Ordem dos Farmacêuticos, para o apoio à aquisição de equipamentos hospitalares, equipamentos de proteção individual e outros materiais necessários aos profissionais de saúde que se encontrem no atendimento das situações relacionadas com a covid-19.

“A plataforma permite reunir os contributos da APIFARMA e dos seus associados, sendo da responsabilidade da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Farmacêuticos identificar as necessidades no terreno”, informou a associação.

“Face à dimensão da propagação da covid-19, a direção da APIFARMA entendeu ser necessário assumir um compromisso adicional com o Serviço Nacional de Saúde, com os profissionais de saúde e com as pessoas. Todos somos parte integrante da gestão e do combate à covid-19”, acrescentou.

A APIFARMA assinalou ainda que, no atual contexto, a indústria farmacêutica “assumiu, desde a primeira hora, a responsabilidade de responder à situação de emergência que o mundo atravessa”.

Desde logo, dando “prioridade imediata” ao investimento em investigação e desenvolvimento dedicado ao novo coronavírus, e por outro lado ativando planos de contingência que “permitam assegurar que os medicamentos e os dispositivos médicos para diagnóstico ‘in vitro’ continuam a chegar a todos os que deles necessitam”.