Mais de 400 mil voluntários para apoiar serviços de saúde no Reino Unido

25 Mar 2020 / 21:27 H.

Mais de 400 mil pessoas inscreveram-se como voluntários menos de 24 horas após o apelo feito pelo governo britânico para ajudar o Sistema Nacional de Saúde (NHS) durante a pandemia covid-19, revelou hoje o primeiro-ministro, Boris Johnson.

“Quando lançámos o apelo na noite passada, esperávamos receber 250.000 [candidaturas] em alguns dias. Mas posso dizer que em apenas 24 horas 405.000 pessoas responderam ao apelo”, exultou, numa conferência de imprensa diária sobre a crise.

Os voluntários vão ter como funções, entre outras, levar medicamentos das farmácias aos pacientes, transportar os pacientes do hospital para casa ou simplesmente fazer telefonemas regulares para verificar e apoiar as pessoas que estão sozinhas em casa.

Cerca de 1,5 milhões de pessoas consideradas vulneráveis por sofrerem de patologias que poderão resultar complicações se contraírem covid-19, como doenças respiratórias, certos tipos de cancro, transplantes de órgãos ou em tratamentos que afetam o sistema imunitário, foram urgidas a ficarem dentro de casa durante 12 semanas.

O apelo faz parte de uma mobilização das autoridades britânicas para um aumento do número de casos de pessoas infetadas com covid-19 nos próximos dias.

Na terça-feira, o ministro da Saúde, Matt Hancock, adiantou que 11.788 antigos funcionários do NHS (serviço nacional de saúde britânico), desde médicos e enfermeiros aposentados ou a exercer atualmente outras funções, juntamente com 24.000 finalistas dos cursos de medicina e enfermagem, também aceitaram o desafio para ajudar na luta ao novo coronavírus SARS-CoV-2.

De acordo com um balanço do Ministério da Saúde divulgado esta noite, os óbitos de pessoas infetadas com covid-19 subiu para 465, mais 43 do que no dia anterior, devendo o número de casos, que era de 8.077 na terça-feira, ser atualizado mais tarde.

Hoje, antes de suspender os trabalhos por um mês, até 21 de abril, o parlamento finalizou a aprovação da legislação de emergência que dá poderes reforçados ao governo para combater a pandemia, incluindo a detenção de pessoas que sejam consideradas um risco para a saúde pública.

O governo impôs um regime de confinamento, só permitindo às pessoas saírem para fazer compras de bens essenciais, exercício, para ajudar uma pessoa vulnerável ou para ir para o emprego, quando não for possível trabalhar remotamente.

Quem desrespeitar as regras está sujeito a multas de 30 libras (33 euros) pela polícia, que também terá poderes para dispersar ajuntamentos de mais de duas pessoas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 240.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até hoje.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 3.434, entre 47.610 casos de infeção.