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Macron pede “resposta colectiva” à crise e “mais solidariedade” com África

Foto EPA
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O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu hoje a necessidade de se dar uma “resposta coletiva” à crise económica desencadeada pelo novo coronavírus e de se mostrar solidariedade com os países de África.

“Nunca como hoje necessitamos tanto de uma ação coletiva e solidária”, disse Macron numa mensagem em vídeo ouvida na cimeira virtual organizada pelas Nações Unidas para discutir o financiamento das políticas de desenvolvimento face à pandemia.

O Presidente francês admitiu que a crise chegou a um ponto tal que muitos põem em causa o multilateralismo e a cooperação internacional, mas sublinhou que nada poderá sair desta situação com uma resposta isolada.

Macron acrescentou que o Governo de Paris tem três grandes prioridades que visam combater a desigualdade, garantir a saúde a todos e dar apoio aos países mais vulneráveis, pelo que a saída da crise deve focar-se também na luta contra as alterações climáticas e a proteção do meio ambiente.

Sobre a assistência às nações mais vulneráveis, Macron insistiu que tem de se dar uma atenção especial a África e garantiu que se não houver essa solidariedade devida ao continente, “toda a estratégia de desenvolvimento mundial irá fracassar”.

Nesse sentido, e entre outras medidas, o Presidente francês defendeu a importância de aliviar a dívida soberana e de ir mais além na moratória temporária para os países mais pobres acordada pelo G20 e impulsionar programas de reestruturação em que participem também os credores privados.

Para Macron, o ideal será trabalhar todas estas questões em conjunto, de forma a impulsionar a cooperação tanto financeira como noutros âmbitos e voltar a reforçar a “agenda multilateral” em torno das Nações Unidas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 355 mil mortos e infetou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

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