Conselho de Segurança da ONU estreia votação por e-mail e adopta quatro resoluções

31 Mar 2020 / 09:36 H.

O Conselho de Segurança da ONU adotou por unanimidade quatro resoluções na segunda-feira, com seus 15 membros a votarem por e-mail pela primeira vez, por causa da pandemia da covid-19.

Os membros votaram para manter as tropas na região de Darfur, no Sudão, até o final de maio e a missão política da ONU na Somália até 30 de junho.

Por outro lado, estenderam o mandato do painel de especialistas da ONU que monitoriza as sanções contra a Coreia do Norte até 30 de abril de 2021, e salientaram a importância de se continuar a apoiar as operações de manutenção da paz da ONU.

Também esta segunda-feira, o chefe da agência da Organização das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários afirmou que os 10 casos da covid-19 na Síria, bem como a morte provocada pela doença, são apenas “o topo do icebergue”.

Em declarações aos membros do Conselho de Segurança, Mark Lowcock avisou que é de esperar “um impacto devastador” sobre as comunidades vulneráveis e que os esforços são também prejudicados, acrescentou, pelos elevados movimentos de população, pelo desafio que é obter fornecimentos críticos, como ventiladores e equipamentos de proteção, e pelas dificuldades de isolamento em campos de refugiados e deslocados sobrepovoados e com “baixos níveis de serviços sanitários”.

Lowcock realçou que mais de metade da população de 18 milhões de pessoas foi forçada a sair de suas casas, mais de 11 milhões de pessoas, incluindo cerca de cinco milhões de crianças, precisam de assistência humanitária, cerca de oito milhões não têm acesso garantido a comida, mais 20% do que em 2019, e meio milhão de crianças sofrem de má alimentação crónica.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 750 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 36 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 148.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.