É “imperativo” uma candidatura a Belém que não seja socialista, diz Miguel Albuquerque

O presidente do Governo Regional da Madeira acusa Marcelo e Costa de estarem num “casamento com comunhão de adquiridos”

23 Mai 2020 / 11:35 H.

O presidente do Governo Regional da Madeira acusa Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa de estarem num “casamento com comunhão de adquiridos”. Numa entrevista publicada hoje pelo Jornal Público, Miguel Albuquerque diz que o Presidente da República serve de “bengala” ao Governo de Costa e este retribui com o apoio a um segundo mandato a Belém.

Por isso, afirma que é “imperativo” uma candidatura que não seja socialista e mostra-se disponível para avançar e ser a solução que o país precisa, até porque, como refere ao matutino nacional, tem recebido “inúmeras manifestações de apoio de todo o país”.

Num discurso que mostra a rota de colisão entre os governos Regional e o Nacional, Albuquerque diz que é preciso contrariar a “ficção narrativa” de que “viver em Portugal é viver num país das maravilhas”, sendo também necessário “discutir sem tabus os verdadeiros problemas do país e aquilo que deve permitir às novas gerações de portugueses terem um horizonte de esperança”.

Numa altura em que acusa o Estado de se ter transformado num “aparelho socialista”, onde não discute “com seriedade os verdadeiros problemas do país”, entende que poderá ser hora de avançar para uma candidatura a Belém, isto apesar de algumas notícias darem conta de que está indicado por corrupção num processo que envolve o Centro Internacional de Negócios da Madeira.

Sobre esta matéria, Albuquerque explica ao Público, tal como já o referira ontem em Câmara de Lobos, que não foi notificado de processo algum e que quer os actos de alienação do seu património, como as decisões tomadas no quadro da lei dos contratos públicos “estão acessíveis a qualquer cidadão”, garantindo que “a mim não me metem medo nem me calam”.

O líder do Governo madeirense recusa falar em “crise política” entre Lisboa e o Funchal, preferindo falar numa “emergência social” na Madeira, provocada pelo “estrangulamento ao arquipélago”.