Cláudia Monteiro de Aguiar apela à minimização dos impactos do Covid-19 no Turismo

06 Mar 2020 / 17:32 H.

A deputada social-democrata Cláudia Monteiro de Aguiar, membro efectivo da Task Force do Turismo, enviou, juntamente com os seus colegas húngaro e espanhol, pertencentes aos grupos políticos S&D e Renew Europe, respectivamente, uma carta ao Comissário Europeu para o mercado interno e responsável pelo sector do Turismo, Thierry Breton, e à Comissária para os Transportes, Adina-Ioana Vălean, onde questionou a Comissão Europeia acerca das iniciativas e acções que estão definidas, por estas duas entidades, para minimizar os efeitos do novo vírus – Covid19, no Turismo, aquele que será um dos sectores mais afectados após a declaração de emergência de saúde pública internacional.

“Ainda que o bem-estar da população e a contenção do vírus sejam, efectivamente, as nossas principais e maiores preocupações, também devemos estar atentos e preocupados com os efeitos económicos e com o impacto que já se faz sentir nas empresas”, sublinha a deputada, assinalando que esse mesmo impacto, na Indústria de Viagens, Transportes e Turismo na Europa, “já é claramente notório, com perdas mensais estimadas em mil milhões de euros e com tendência a agravar-se”.

A resposta da União, defende Cláudia Monteiro de Aguiar, “deve ser concertada e de forma célere com os Estados Membros e é urgente, por isso, a existência de um plano de acção para apoiar e preparar o sector face às perdas registadas pelo cancelamento das viagens de e para China, bem como de viagens entre Países da União Europeia”.

Na missiva enviada ao Comissário são referidos exemplos de diversos agentes do sector que já sentiram o impacto do coronavírus. Entre outros, de “companhias aéreas como a Lufthansa, que fizeram parar aviões perante a queda no tráfego aéreo, o cancelamento de mais de mil voos da TAP, a falência da low-cost britânica Flybe, o cancelamento da maior feira internacional de Turismo em Berlim e, também, o adiamento da BTL em Portugal”.

Recorda, ainda, que,”aquando da ocorrência da falência da Thomas Cook, o Parlamento Europeu aprovou uma proposta onde pedia à Comissão mecanismos de cooperação e resolução de crises no sector”.

Cláudia Monteiro de Aguiar deixa o alerta: “os deputados têm sensibilizado e pedido acção, quer da União quer do próprios Governos dos seus Estados-Membros. Não podemos andar sempre a correr atrás do prejuízo. Este não é o primeiro caso nem esta é a primeira crise, as medidas já deveriam estar a ser implementadas e a população melhor alertada, há mais tempo”.

A deputada do PSD questiona ainda, em pergunta escrita e enviada à Comissão Europeia, se a mesma está a colaborar e em contacto com os organismos públicos de Turismo dos Estados-Membros e com os agentes do sector e se os serviços da Comissão estão a preparar uma avaliação do impacto real nesta actividade, assim como que iniciativas é que serão tomadas para ajudar o sector em soluções para o pós-crise.

“As empresas não servem apenas para serem elogiadas pelo seu desempenho e quando este reverte a favor do País. Em momentos de crise, o Estado deve ter uma resposta concreta e não anunciar apenas montantes em Euros que, na realidade, só chegam, em termos líquidos, muitos meses depois”, argumenta.