As Presidenciais

23 Mai 2020 / 02:00 H.

    A passadeira de cor indefinida, que dá acesso a Belém, ora agora toda estendida para depois parecer meio enrolada, constitui uma boa notícia. O presente inquilino do Palácio das Medalhas, já começa a ter de manter os calções, para correr não em carrinho de compras, mas em veículo com outro gás e mais pé na tábua. Ao que se lê e se julga vai acontecer, terá por companhia, (o que eu espero) um candidato ao cargo, a partir do aeroporto insular da Madeira, e por aqui, em terreno mais baixo e mais próximo, outros candidatos, uns sérios, e um ou outro mais aventureiro. Certo é que o actual presidente e chefe militar que nunca andou na tropa, já vai ter de marchar um pouco mais em passo de corrida, embora com quase todo o apoio oficial e assistência durante o percurso. Mas este mais que provável promotor de vida e de consumo ao ar livre, e da restauração, após o desconfinamento light, ainda tímido, provisório, assustador por andar por aí e ameaçar voltar lá para a frente, embora com trela mais curta, o covid 19, vai ter de pedalar mais do que supunha, se quer ultrapassar a fasquia e o recorde de Mário Soares. Umas braçadas no mar, já não serão garantia de tal acontecer. Albuquerque, Ana Gomes, em pouco de Ventura, para já, vão retirar-lhe espaço e dificultar-lhe a distância a percorrer. O passeio dado como certo, vai ter planalto até atingir o pico que ele deseja e sonha atingir, e só depois cairá na cadeira do descanso, rodeado da mesma assistência do costume e do som dos tachos prontos a servir. A Restauração, por essa altura já estará mais alargada, e as bocas da sua tribo, mais confiantes nos menus e nos tachos a brilhar. Claro que outros nomes avançarão, sabendo de antemão que se metem em tarefa pouco animada ou só para animar a malta. “Afinal o que faz falta”, depois da clausura mascarada, provocada pela pandemia que corre mundo e do negócio que ela proporcionou, principalmente aos cangalheiros especuladores de produtos essenciais, que o povo procurou. Principalmente os do país pobre e mais afectado!

    Joaquim A. Moura