A pandemia também nos roubou os afectos
O toque, o contacto epidérmico afectuoso entra as pessoas é imprescindível, também, para a nossa protecção e equilíbrio emocional. Continuo a abraçar os meus filhos. Temos de saciar esta fome dos afectos que vai grassando, pela construtiva conversa, pela disponibilidade em ouvir (não querendo julgar nem ter razão, mas sim, apelando aos nossos sentidos - para a conexão). A insegurança social materializada na perca do emprego e da habitação, os medos e a ansiedade geram falta de energia e vai-nos debilitando a imunidade para enfrentarmos o vírus.. Vivemos num clima pandémico novo e temos, obrigatoriamente, de nos auto-cuidar. E cuidar dos outros pela solidariedade.
Ninguém pode ficar para trás! São os economicamente vulneráveis quem está mais exposto.
Um factor social em perda afecta o psico. O equilíbrio entre a saúde mental e a economia não pode deixar empobrecer ainda mais quem já é pobre. A Saúde Mental no âmbito do SNS está a ficar para trás.. Uma sociedade psicologicamente doente é um colectivo absentista...
Tem de haver uma fortalecida acção com dotação de meios na saúde pública para que os seus agentes ataquem com êxito todas as fragilidades que nos assaltam. Não só no que à covid-19 diz respeito...