Músicos Lina e Raül Refree recebem prémio de melhor álbum da crítica alemã

15 Mai 2020 / 20:25 H.

O álbum dos músicos Lina e Raül Refree, que recria temas do repertório de Amália Rodrigues, recebeu o prémio de melhor álbum da crítica alemã (Preis der deutschen Schallplattenkritik) foi hoje anunciado.

O prémio alemão aponta o disco desta dupla como o melhor álbum do primeiro quadrimestre deste ano, anunciou hoje a sua promotora, Uguru.

Editado internacionalmente, em janeiro último, pela Glitterbeat Records, o álbum inclui temas como “Barco Negro”, “Foi Deus”, “Ave Maria Fadista”, “Medo” ou “Gaivota”, com novos arranjos musicais do espanhol Raül Refree, e tem uma nomeação para os prémios franceses Victoires du Jazz, na categoria “Álbuns de Músicas do Mundo”.

Este anúncio surge numa altura em que o duo tem estado a reagendar os seus espetáculos, devido à pandemia da Covid-19.

Em setembro, no dia 06, Lina e Raül Refree têm agendada uma atuação no Auditorio de Galicia, em Santiago de Compostela, no noroeste de Espanha.

No dia 01 de outubro, a portuguesa e o músico espanhol deverão atuar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, no âmbito da programação “Há Fado No Cais”, coproduzida com o Museu do Fado.

No dia 08 de outubro, deverão estar no Auditorio Tenerife, em Santa Cruz, na ilha canária de Tenerife, e, no dia seguinte, no Auditório Alfred Kraus, em Las Palmas, na ilha vizinha de Grã-Canária, em Espanha.

No dia 19 de outubro, atuam na Union Chapel, em Londres.

Lina tem uma carreira como fadista e, Refree, na área da música pop, tendo produzido álbuns de Sílvia Perez Cruz, El Niño de Elche, Lee Ranaldo e Rosalía.

A dupla conheceu-se em Lisboa e estreou-se em palco no Festival La Mar de Músicas, em Cartagena, no sul de Espanha, num espetáculo encenado por António Pires.

A nível internacional, o disco de estreia do projeto foi recebido com elogios em múltiplas publicações internacionais: com várias canções a passarem na BBC Radio, canais 03 e 06; a publicação Pitchfork deu-lhe 7,7 pontos em 10 possíveis, referindo tratar-se de um álbum “íntimo, sentido e solenemente convidativo”; e a revista francesa Les Inrocks qualificou-o como “esplêndido e surpreendente”.