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ONU pede acção global para acesso rápido a medicamentos

Foto EPA/ANDRE PAIN
Foto EPA/ANDRE PAIN

A ONU pediu hoje uma ação global para aumentar rapidamente o desenvolvimento e acesso a medicamentos, vacinas e equipamentos de combate à covid-19, enquanto a Organização Mundial da Saúde alertou para os riscos das pressas em reduzir as restrições.

Numa resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, é pedido ao secretário-geral, António Guterres, que trabalhe com a Organização Mundial de Saúde (OMS) para elaborar algumas recomendações que garantam a todas as pessoas um acesso equitativo e oportuno a testes, equipamentos médicos, medicamentos e futuras vacinas, especialmente nos países em desenvolvimento.

As autoridades africanas têm-se manifestado abertamente sobre a necessidade de equipamentos médicos nos 54 países do continente, onde os sistemas de saúde são frágeis e estão sobrecarregados pelo coronavírus.

De acordo com um relatório divulgado na semana passada pela Comissão Económica das Nações Unidas para a África, o continente precisará, no melhor cenário, de 40 mil milhões de euros para testes, equipamentos de proteção individual e tratamento dos infetados pela covid-19.

No pior cenário, as estimativas apontam para a necessidade de mais de 410 mil milhões de euros.

Segundo a OMS, o número de camas disponíveis em unidades de cuidados intensivos para tratar infetados é, em 43 países africanos, inferior a 5.000.

Este número representa cerca de cinco camas por cada milhão de pessoas, uma diferença significativa em relação à Europa, onde a relação é de 4.000 camas para cada milhão de pessoas.

A África contabiliza mais de 23.000 infetados em todo o continente e soma mais de 1.100 mortes.

As autoridades começaram, esta semana, a aumentar o número de testes realizados, com o objetivo de abranger um milhão de pessoas nas próximas quatro semanas.

A pandemia de covid-19 já provocou, a nível global, mais de 167 mil mortos e infetou mais de 2,4 milhões de pessoas em 193 países e territórios, segundo um balanço da agência de notícias francesa AFP.

Mais de 537 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (42.094) e mais casos de infeção confirmados (mais de 784 mil).

Seguem-se Itália (24.144 mortos, em mais de 181 mil casos), Espanha (20.852 mortos, mais de 200 mil casos), França (20.265 mortos, mais de 155 mil casos) e Reino Unido (16.509 mortos, quase 125 mil casos).

Por regiões, a Europa soma mais de 104 mil mortos (1,2 milhões de casos), os Estados Unidos e o Canadá mais de 42 mil mortos (mais de 802 mil casos), a Ásia mais de sete mil mortos (mais de 166 mil casos), o Médio Oriente mais de 5.600 mortos (mais de 129 mil casos), a América Latina e Caribe mais de cinco mil mortos (mais de 104 mil casos), África 1.124 mortos (quase 22 mil casos) e a Oceânia com 90 mortos (mais de sete mil casos).

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