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Rafael Nadal com dificuldades em aceitar paragem da modalidade

Foto EPA
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O tenista espanhol Rafael Nadal, número dois do ‘ranking’ mundial, disse hoje que não compreende a suspensão da modalidade, face à pandemia de covid-19, mas “aceita as regras e vai conviver com elas”.

“Eu não entendo por que não podemos jogar ténis se as pessoas vão trabalhar”, referiu o tenista maiorquino, num direto na rede social Instagram, acrescentando que as distâncias entre as pessoas envolvidas no jogo são seguras o suficiente.

Contudo, Nadal lembra que é uma situação muito crítica e que o governo está “sobrecarregado” por situações sem precedentes, sendo que a última coisa com que se preocupa é com “quem pode ou não treinar”.

Perante a situação gerada pelo novo coronavírus, o espanhol, de 33 anos, enviou uma mensagem de lamento e união a quem tem sofrido com a perda de familiares.

“Há muitas pessoas que não conseguem despedir-se dos seus familiares. É algo terrível, são momentos inimagináveis. Não me posso colocar no lugar deles. Muitas pessoas vão perder o emprego e é hora de nos unirmos”, pediu.

Depois, numa conversa mais descontraída com o rival Roger Federer, à qual se juntou Andy Murray, o escocês brincou ao dizer que espanhol “poderia ganhar 52 vezes [o major] Roland Garros, mas que continua sem saber usar o Instagram”, visto que teve dificuldades em conectar-se com o suíço.

Questionado por Nadal sobre a recuperação da cirurgia a um joelho, Federer admitiu que está “cada vez melhor e sem pressas”, pois tem “muito tempo para recuperar”.

O helvético afirmou ainda que preferia que o maiorquino não fosse esquerdino, pois criou-lhe muitos problemas ao longo da carreira.

“Não posso jogar com a direita, és uma lenda. Posso escrever com a direita, posso jogar basquetebol com a direita, mas no ténis e no futebol, sou canhoto”, respondeu Nadal.

Toda a atividade do ténis internacional está suspensa até 13 de julho de 2020, devido à pandemia.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 165 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 537 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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