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Bienal de Arquitectura de Veneza adiada para Agosto

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A inauguração da Bienal de Arquitetura de Veneza, prevista para maio, foi adiada para agosto, por causa da epidemia de Covid-19 em Itália, anunciou hoje a organização.

Segundo a organização da Bienal de Arquitetura, as novas datas foram estabelecidas na sequência das recentes medidas de prevenção em matéria de mobilidade de pessoas, por causa da propagação do novo coronavírus.

Descrita como “uma complexa exposição internacional, envolvendo arquitetos e instituições de mais de 60 países”, a Bienal de Arquitetura será, assim, encurtada três meses, passando a realizar-se de 29 de agosto a 29 de novembro, data inicialmente prevista para o encerramento.

Portugal estará presente nesta 17.ª edição da bienal com o projeto “In Conflict”, do coletivo de arquitetos depA, do Porto, e que pretende responder à pergunta colocada pelo curador, Hashim Sarkis, sobre “Como vamos viver juntos?”.

Adiando a abertura por três meses, a organização recorda que a Bienal de Arquitetura será inaugurada praticamente dias antes do Festival de Cinema de Veneza (marcado para 02 de setembro).

“A Bienal oferecerá a Veneza e ao mundo, no final do verão, um período de grande interesse cultural e apelo internacional”, refere.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou cerca de 3.200 mortos e infetou mais de 93 mil pessoas em 78 países, incluindo cinco em Portugal.

Das pessoas infetadas, cerca de 50 mil recuperaram.

Em Itália, o Covid-19 já provocou mais de 2.000 contágios e 79 mortes.

Há ainda registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América, Filipinas e Iraque.

Um português tripulante de um navio de cruzeiros está hospitalizado no Japão com confirmação de infeção.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde confirmou cinco casos de infeção, dos quais quatro no Porto e um em Lisboa.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

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