Embaixador pede a luso-venezuelanos atenção aos mais frágeis e isolamento social

10 Abr 2020 / 10:07 H.

O embaixador de Portugal na Venezuela, Carlos de Sousa Amaro, apelou hoje à comunidade luso-venezuelana radicada no país que dê atenção aos mais frágeis e que mantenha as normas de isolamento social e de higiene preventivas da covid-19.

“Para além do nosso bem-estar devemos sempre ter em conta os mais frágeis, sejam eles os idosos ou os que padecem de uma condição médica debilitante”, afirma o embaixador num vídeo divulgado através do WhatsApp.

Na mensagem o embaixador começa por explica que sabe “que passamos por um momento difícil” principalmente comunidade luso-venezuelana que tem “o coração repartido por duas pátrias amadas, Portugal e Venezuela, ambas lutando contra esta pandemia mundial”, afirma.

“Não havendo ainda cura, - e lá chegaremos sem dúvida -, o segredo é a prevenção, por muito que contrarie o lado afetuoso que caracteriza portugueses e venezuelanos e por maioria da razão os luso-descendentes que combinam o melhor dos dois povos”, afirma.

Segundo o diplomata “esta é a altura de nos privarmos dos abraços, do convívio e de comportamentos de proximidade social, seguros de que os sentimentos que nos unem sairão reforçados depois desta privação”.

“Peço-vos, por isso, e do fundo do coração, que conserveis as normas de isolamento social e de higiene, por esta altura já conhecidas de todos, e seguros de que a embaixada e os consulados-gerais de Caracas e de Valência continuam atentos e ao vosso dispor, pese embora com as limitações ditadas pela pandemia”, diz.

“Um forte abraço e desejando que possamos reencontrar-nos todos, sem exceção, num futuro próximo e trocarmos esses abraços que agora nos ficamos a dever (...) Até breve e tenham muito cuidado”, conclui.

Na Venezuela vive uma numerosa comunidade portuguesa e luso-venezuelana, dividida em duas circunscrições consulares, Caracas e Valência.

Os consulados-gerais de Portugal em Caracas e em Valência, continuam abertos mas com atenção limitada a casos de emergência, tendo sido afixadas nas portas recomendações aos portugueses sobre as medidas preventivas da epidemia do coronavírus.

A Venezuela tem oficialmente 171 casos e 9 mortes associadas à infeção pelo novo coronavírus.

O país está desde 13 de março em estado de alerta, o que permite ao executivo decretar “decisões drásticas” para combater a pandemia. O estado de alerta foi decretado por 30 dias, que podem ser prolongados por igual período.

Os voos nacionais e internacionais estão restringidos no país.

Desde 16 de março que os venezuelanos estão em quarentena, estando impedidos de circular livremente entre os 24 estados do país.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil.

Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.