RIR quer auditoria à Frente Mar e Sociohabitafunchal

29 Fev 2020 / 21:57 H.

Em comunicado enviado à redacção, a direcção regional do partido Reagir Incluir Reciclar (RIR), liderada por Roberto Vieira, pediu uma auditoria às empresas municipais Frente Mar Funchal e Sociohabitafunchal.

“A primeira já está falida e a outra a ver vamos. Estas empresas são acusadas, por diferentes forças políticas e deputados independentes, na Assembleia Municipal do Funchal, de serem empresas promotoras de emprego fácil e pago a peso de ouro”, começa por acusar Roberto Vieira, adiantando que “um administrador ganha por mês cerca de 3.500 euros, isto juntando o salário e ajudas de custo/representatividade”, ao passo que “um director ganha cerca de 2.500 euros”, enquanto “outros Técnicos Superiores e ‘chefes de pessoal’, o salário varia entre cerca de 1.400 e 2.000 euros”.

“Perante os valores pagos a esta gente, não podemos esquecer aqueles que verdadeiramente trabalham, os Assistentes Operacionais, os Assistentes Técnicos e os Nadadores Salvadores, ao contrário dos primeiros recebem salários de miséria, que variam entre o ordenado mínimo e os cerca de 700 euros, estes últimos embora mal pagos, estão ao serviço para salvar vidas e pôr a sua própria vida em risco, recebendo menos que um quarto do salário de um administrador”, refere o coordenador do RIR, na Madeira.

“Estas empresas são acusadas ainda de serem agências de emprego, porta de entrada para alguns lugares da administração pública, o que sendo verdade, é uma vergonha e um atentado contra todos aqueles que concorrem a um lugar de trabalho na administração pública. A auditoria à Frente Mar, já está pedida e aprovada pela Assembleia Municipal, mas parece que a Câmara Municipal tem medo de a fazer, queremos saber qual o motivo deste medo! Quanto à Empresa Sociohabita, os resultados não são negativos, mas são miseráveis, apesar de a Câmara Municipal ter aumentado a renda aos munícipes, esta também padece dos mesmos problemas da Empresa Frente Mar, pagando salários milionários a uns e salários miseráveis a outros”, concluiu.