Guarda-redes do Marítimo revelam como têm trabalhado afastados do grupo

31 Mar 2020 / 22:13 H.

Os guarda-redes do Marítimo revelaram hoje como têm trabalhado e cumprido os treinos planeados afastados do grupo, desde que a Liga portuguesa de futebol foi suspensa devido à pandemia covid-19.

Segundo Amir, em declarações colocadas pelo emblema madeirense no seu site, o habitual titular na baliza ‘verde rubra’ admitiu que tem sido um desafio, mas que não só realizou as tarefas delineadas, como até arranjou novas ideias.

“Esta situação é um desafio para todos os jogadores, porque não podemos treinar como estamos habituados. Eu adapto-me facilmente a qualquer situação e tento encontrar formas de melhorar a minha performance. Tenho seguido o plano traçado pela equipa técnica e arranjei alguns exercícios adicionais para superar a falta da baliza, com recurso a bolas de ténis e a ajuda da parede”, revelou o internacional iraniano.

Já Charles, que também já representou muitas vezes o conjunto maritimista, falou na importância de continuar a treinar para manter a boa forma e nas adaptações que teve de fazer por viver num apartamento.

“É muito diferente trabalhar em casa, mas não podemos parar. Temos treinado em grupo todas as manhãs para mantermos a forma física e isso ajuda a matar as saudades do balneário. Moro num apartamento e, por isso, uso a garagem para trabalhos de velocidade, reação e saltos para não deixar cair todo o trabalho efetuado ao longo da temporada”, contou o brasileiro.

Joyce Anacoura, guardião italiano que chegou à Madeira esta época do Cova da Piedade, afirmou ter “saudades” dos treinos nos relvados, apesar do trabalho “cumprido” em casa, e espera que a situação seja ultrapassada para que tudo regresse à normalidade.

Por fim, Pedro Mateus, que tem jogado pela equipa B, fala num tempo de “improvisar” e que o treinador de guarda-redes pessoal tem sido o irmão, que é a “melhor forma de manter ativo”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 38 mil morreram.

Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes e 7.443 casos de infeção confirmados.