Mulled Wine no Pestana CR7 Funchal

Receita ancestral recreada na Madeira.

06 Dez 2019 / 14:00 H.

O espírito de Natal invadiu a Madeira! Em cada rua, beco ou vereda sente-se o Natal engalanado com as já tradicionais luzes que fazem as delícias de adultos e crianças.

Por estes dias, o Pestana CR7 convida-o a saborear o Natal com a deliciosa bebida “Mulled Wine” e para quem não conhece, explicamos desde já que se trata do famoso vinho quente que conforta as frias capitais europeias.

O ato de misturar especiarias em vinho remonta aos antigos gregos que as adicionavam para prevenir o desperdício de vinho prestes a vencer e para aproveitar as propriedades medicinais das ervas.

Os gregos chamavam esse vinho com especiarias de “hippocras”, em homenagem a Hipócrates, considerado por muitos como o pai da medicina. Os romanos desenvolveram uma bebida similar à dos gregos: o autor romano Marcus Gavius Apicius, no seu compêndio da culinária romana conhecido como Apicius Culinaris, descreve uma receita romana conhecida como “conditum paradoxum” que consistia em vinho quente com especiarias e mel.

Durante a Idade Média, o vinho quente ganhou popularidade na Europa. Nos diversos mercados europeus, era frequente encontrar sacos prontos com especiarias que serviam para fazer vinho quente, entre eles o “hippocras”. No Reino Unido, o vinho quente é conhecido como “mulled wine” (vinho temperado) e ficou popularizado como uma bebida de Natal.

A fama deste vinho foi ampliada graças à popularidade do livro “A Christmas Carol”, onde o seu autor Charles Dickens faz referência a uma receita vitoriana de vinho quente conhecida como “smoking bishop” (bispo fumegante).

As especiarias usadas para fazer vinho quente variam. O “smoking bishop” mencionado por Dickens, por exemplo, é feito com vinho do Porto, vinho tinto, limão (siciliano), laranja-azeda, açúcar e especiarias como cravo. Uma variedade francesa “vin chaud” sugere adicionar laranja, canela, conhaque e cravo; variedades portuguesas sugerem adicionar vinho do Porto; uma outra variante alemã chamada “Glühwein” sugere adicionar cardamomo; uma versão nórdica conhecida como “gløgg” usa amêndoas e brandy.

O vinho quente também popularizou-se na Escandinávia. Segundo o museu de Vinhos e Destilados em Estocolmo, o rei Gustavo I Vasa gostava muito de uma bebida feita de “vinho alemão, açúcar, mel, canela, gengibre, cardamomo e cravo”. Em 1609 essa bebida ficou conhecida como “glögdad vin”, significando “vinho escaldante”. Em 1870 o termo foi publicado de maneira simplificada como “glögg”.

E na Madeira, em pleno Século XXI, temos a versão CR7 que poderá ser saboreada e apreciada a partir da próxima semana.

Conceda sabor à sua tradicional caminhada para ver as luzes de Natal, delicie-se com o cheiro das especiarias e divirta-se na melhor das companhias.

Parece-lhe bem? Então venha daí, estamos à sua espera!