Não são eles, somos nós
Quando nos responsabilizamos pelo que nos falta, sabemos também estabelecer limites e fronteiras, solicitações internas e externas, ao encontro das nossas necessidades. E nesse processo ganhamos autoconhecimento, autoestima e uma autoconfiança nunca antes vistas.
“Ó rapariga, aquilo deu-me uma camada de nervos!! Peguei e fiz eu!! Ele demora a pensar no que é para fazer e nem faz que preste!” Ouvi, num corredor de supermercado, vindo de uma mulher, na casa dos seus 40 e muitos anos, que se lamentava a uma amiga. Dizia que vivia sobrecarregada, estourada, que fazia tudo e um par de botas. Sozinha. Casa, filhos, trabalho externo. Nada que eu não tivesse escutado antes, a muitas mulheres. Normalmente, às que se queixam que os maridos, ou companheiros, que os filhos, “não ajudam” em casa. Pois… parece-me que começa neste ponto: Não é ajuda é partilha.