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Madeira

Idalino Vasconcelos insatisfeito com a República no Dia do Concelho do Porto Santo

O Porto Santo assinala hoje, dia 24 de Junho, o Dia do Concelho. Na sua intervenção, transmitida em directo através das redes sociais (Youtube e Facebook) do município, o presidente da Câmara Municipal, Idalino Vasconcelos, aproveitou enumerar os principiais entraves ao desenvolvimento económico da ilha -- nomeadamente ao nível da mobilidade aérea e marítima entre o Porto Santo, a Madeira e Portugal Continental -- e para deixar um ‘recado’ ao governo da República.

“Tenho sensibilizado regularmente o Governo Regional e demonstrado a minha insatisfação para que o Governo da República corrija uma injustiça na distribuição das verbas de Orçamento de Estado”, começou por referir Idalino Vasconcelos, recordando que a sua Autarquia “é a que menos recebe das 11 Câmaras da Região e a que menos recebe no todo nacional, num total de 309 municípios”.

“Por isso apelei formalmente ao primeiro-ministro, da República Portuguesa pelo que o povo do Porto Santo aguarda soluções da República. No entanto, não tenho ilusões. Todos temos visto como a República trata a Região”, sublinhou.

Apesar do baixo orçamento, o autarca realça que “pela primeira vez na história do município”, a Câmara apresenta as suas contas equilibradas. “Aumentamos a autonomia financeira e diminuímos o rácio do endividamento”, vinca.

Por outro lado, destaca também alguns do principais investimentos do seu mandato, entre os quais a aquisição do edifício de serviços públicos, por 1,5 milhões de euros, em 2019.

Por concretizar, ficam “para já” alguns projectos. “Para a recta final do mandato, tínhamos previsto diversos investimentos, contudo não podemos esquecer, o impacto profundo que a pandemia covid-19 trouxe ao mundo e ao nosso concelho, que adiam, para já, os nossos projectos iniciais”, garante Idalino Vasconcelos. Neste leque incluem-se, por exemplo, a criação de um local central para venda de produtos locais, a revisão do Plano Director Municipal ou a obra de recuperação da Fonte de Areia.

Investimentos “estruturantes” para quais diz contar com o “apoio incondicional do Governo Regional da Madeira”.

“Temos de ganhar escala e dimensão, para que possamos captar investimento externo, nacional ou estrangeiro. Só assim cresceremos. É necessário garantir que o Porto Santo se centre no desenvolvimento do turismo e do crescimento do cluster do mar, das energias renováveis, da mobilidade eléctrica, e com a candidatura do porto santo a reserva da biosfera da UNESCO. Estes meios vão criar condições ideais e atractivas para investimento, para a promoção da nossa economia, para fixação de população e para garantia de bem-estar social

Só assim podemos garantir o progresso do nosso concelho”, conclui o presidente.

Mais Porto Santo critica actuação da Câmara e governos

“O que foi feito é pouco para resolver os problemas das populações”, sublinhou a vereação do Mais Porto Santo no seu discurso do Dia do Concelho, referindo-se à “actuação dos órgãos autárquicos, do Governo Regional, do Governo da República, mormente no que se refere à mobilidade aérea”.

O partido criticou também a falta de “propostas concretas” para ajudar as empresas e as famílias no contexto da pandemia de covid-19, assumindo-se, por outro lado, como uma oposição “coerente e construtiva” na Assembleia Municipal, apesar das suas propostas terem “caído em saco roto”.

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