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Globos de Ouro mudam regras a favor de filmes de países com coronavírus

A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (AIEH) alterou hoje o regulamento dos Globos de Ouro para permitir que os filmes de países afetados pelo coronavírus possam competir em igualdade de condições na próxima edição dos prémios.

Até agora, para participarem na categoria de melhor filme em língua estrangeira (não inglesa), as películas tinham de se estrear nos cinemas dos seus países de origem.

Esse requisito foi agora eliminado, tendo a AIEH decidido que os filmes que tinham estreia prevista a partir de 15 de março podem candidatar-se. A data de fim será determinada pela reabertura das salas de cinema em cada país.

Desta forma, os Globos de Ouro -- à semelhança dos Óscares -- vão receber candidaturas de filmes que ainda não se estrearam em salas de cinema, mas que foram “originalmente pensados para serem projetados nos cinemas”.

A organização frisou que esta alteração apenas se aplica ao atual contexto de pandemia. Já em março, a AIEH tinha informado a suspensão do “requisito de que um filme deve ser mostrado aos membros da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood num cinema ou numa sala de visionamento”.

A cerimónia da 78.ª edição dos Globos de Ouro mantém-se agendada para o início de 2021 e será apresentada por Tina Fey e Amy Poehler.

Segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 271 mil mortos e infetou quase 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (76.101) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,2 milhões), seguindo-se Reino Unido, Itália, Espanha e França.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, cidade da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, vários países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

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