>

O dos afectos

Talvez devido à pandemia e aos efeitos, ainda desconhecidos do coronavírus, ultimamente, têm-se passado toda uma série de factos, no mínimo estranhos, com aqueles, que era suposto nos Governarem e que pela sua visibilidade e necessidade de estar no centro das atenções, têm sido superiormente representados pelo nosso Presidente da República, conhecido como «o dos afectos».

Senão vejamos:

- Integrado nas cerimónias e festividades do 25 de Abril, algumas destas figuras, encabeçadas pelo Presidente de «todos os portugueses», a distribuir sacos de alimentos a seres humanos, com necessidades básicas e fome, como se fosse uma distribuição de troféus, expondo e humilhando as pessoas.

- A 1 de Maio, uma sexta-feira, um telefonema de Donald Trump a elogiar o desempenho português no combate da pandemia, que ainda que sendo verdade, vindo de quem vem e dado o desempenho do autor, não nos podemos esquecer do pormenorzinho da lixívia para limpar os pulmões, soa tipo presente envenenado...

- Aquela troca de galhardetes na Auto Europa, com o Primeiro Ministro, do nada, a lançar e sustentar a candidatura de Marcelo à Presidência e com o homem dos afectos, a retribuir e a «entalar» o Ministro das Finanças, naquilo que além de ser uma falta de Ética manifesta, com a posterior justificação de «equívoco», do meu ponto de vista, roça a falta de decência, que, felizmente, ainda há quem utilize!

Já agora e para os mais desatentos as próximas eleições Presidenciais, se tudo correr normalmente serão em Janeiro de 2021; e eu a pensar que se calhar havia assuntos mais urgentes a tratar. Prioridades...!

- O homem de shorts e máscara no supermercado, ao final da tarde, no comments...!

- Hoje, conforme notícia do DN as respostas de Marcelo Rebelo de Sousa, ao Presidente do Governo Regional , 52 dias depois, 52 está a ler bem..., as tais prioridades que devem ser estabelecidas pela sua importância e isso de coisas dos madeirenses, são menores e dá tempo!

Entretanto, fui buscar o meu neto de 2 anos, que ainda não pode ir à creche.

No trajecto para a minha casa e com o sol do entardecer a me dar de frente, comecei a imaginar, um dia o meu neto e aqueles coleguinhas, meninos e meninas, lindos, que um dia terão que gerir os seus destinos, já grandes, a se perguntarem e questionarem, se querem, ser do país dos costas e dos marcelos Visões...!

Chegados a casa, depois do lanche, avançamos para uma história, cumprindo a rotina e que a certa altura entra em cena um suposto «patarata», o miúdo pergunta-me: o que é isso Avô?

Para encontrar a melhor forma de traduzir e adaptar o termo, procuro no google e leio: ... Patarata é um substantivo de dois géneros que ou quem exibe valentias ou qualidades falsas ou exageradas e é igual a bazófio, empátia, patarateiro, mentirolas, vaidoso, pateta, tolo....

Então, respondo: É um pateta!

Dado o início do texto, podíamos ter algum mal entendido, e Deus me livre de poderem pensar que eu me atreveria, a chamar a alguns dos nossos políticos e muito menos, ao Homem dos afectos, qualquer coisa do género, mas, convenhamos é que alguma coisa se adapta e até encaixa.

O meu neto, olha para mim e respondeu-me: - Avô, quem tem culpa disto tudo é o CONAVÍLUS! Respondi: Tens razão, meu filho!

João Abel de Freitas

Fechar Menu