Utentes dos Serviços Públicos deixam “carta reivindicativa urgente” na residência de António Costa

Lisboa /
14 Mai 2019 / 14:38 H.

O Movimento dos Utentes de Serviços Públicos (MUSP) entregou hoje uma “carta reivindicativa urgente” na residência oficial do primeiro-ministro dando conta das situações vividas nos serviços públicos de proximidade, nomeadamente nos correios, transportes públicos e na saúde.

Em declarações à agência Lusa, Cecília Meireles, do MUSP, explicou que a carta foi entregue a um assessor do primeiro-ministro António Costa, acrescentando que “sumariamente” foram apresentadas questões de serviços públicos “que não correm bem, que estão degradados, principalmente a área dos correios”.

“Os serviços postais não correm bem, com postos de correio fechados”, disse Cecília Sales lembrando que as pessoas para receberem as suas reformas ou tratarem de outros serviços têm de se deslocar a postos mais longe, muitas vezes com dificuldades de locomoção.

Em relação às questões de saúde, o MUSP reclama a existência de “muitos utentes sem médico de família, centros e extensões de saúde a fechar, o que dificulta o acesso aos cuidados de saúde primários que são o serviço mais imediato de proximidade”.

“A saúde e os transportes são as áreas do país em que detectamos maior degradação dos serviços”, explicou.

Apesar de considerarem que a introdução do passe social intermodal “beneficiou muitíssimo as famílias e a população” ao reduzir o custo dos transportes por família, o MUSP mostra-se preocupado pois “a medida positiva” não foi acompanhada pelo necessário material circulante, avançando que faltam “mais comboios, mais barcos, mais carruagens de metro, dado que a medida deu uma grande afluência de passageiros”.

“Os serviços públicos têm de ser de qualidade, de proximidade e não de afastamento das pessoas, de transtornar a vida às pessoas, tem de ser exactamente o contrário”, afirmou Cecília Sales.

Para esta responsável, há que “facilitar a vida até pelo envelhecimento da população”, lembrando as assimetrias existentes no país, das quais “todos falam e ninguém resolve”.

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