Trabalhadores da Lusa “negativamente surpreendidos” com corte no subsídio de transporte

24 Abr 2019 / 15:30 H.

Os trabalhadores da agência Lusa manifestaram-se “negativamente surpreendidos” pela decisão da administração de cortar o subsídio de transporte em quase 30 euros, na sequência das novas regras sobre o preço dos passes sociais na área metropolitana de Lisboa.

Em comunicado, a comissão de trabalhadores (CT) da agência de notícias sublinha que “os trabalhadores da Lusa foram esta terça-feira ao fim da tarde negativamente surpreendidos pela decisão da administração de cortar o subsídio de transporte, sem esclarecimentos e sem aviso prévio, nomeadamente às organizações representativas dos trabalhadores”.

Após a divulgação do comunicado da CT na terça-feira à noite, o presidente do Conselho de Administração, Nicolau Santos, convocou hoje os trabalhadores para um plenário, a decorrer esta tarde na sede da agência, em Lisboa.

Em causa está o Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART), segundo o qual o valor do passe mais elevado para os transportes públicos passou a ser de 40 euros.

Segundo o acordo empresa da Lusa, “os trabalhadores têm direito a subsídio de transporte no valor correspondente ao que vigorar para o passe social da modalidade L123, ou equivalente, da região de Lisboa”.

O valor do passe referido no acordo empresa correspondia assim ao pagamento de 69,65 euros por mês aos trabalhadores, mas com o novo regulamento, o valor deverá baixar para 40 euros.

“A CT foi surpreendida por esta decisão, comunicada aos trabalhadores já depois de consumada”, salientam os representantes dos trabalhadores.

Segundo a CT, o corte no subsídio de transporte “tinha sido referido apenas como hipotética contrapartida perante exigências dos trabalhadores face ao incumprimento do Acordo de Empresa no que toca à avaliação de desempenho”.

“A CT sente esta decisão como uma retaliação face às exigências que os trabalhadores têm manifestado, até porque a legalidade não justifica este corte”, defende a mesma fonte, acrescentando que existe disponibilidade orçamental para manter o actual valor.

Os representantes dos trabalhadores esperam que a medida seja revertida, acusando ainda a administração de falta de coerência.

“Uma administração não é coerente quando aumenta o subsídio de alimentação, referindo que com isso quer beneficiar os trabalhadores que sofreram pesados cortes, e um ano depois, sem qualquer aviso, corta o subsídio de transporte, provocando uma redução de 30 euros no salário dos trabalhadores”, lê-se no comunicado.

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