Sociedade Portuguesa de Reumatologia alerta para a conjuntura das Doenças Reumáticas em Portugal

As doenças reumáticas podem tornar-se incapacitantes e ainda são subdiagnosticadas

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01 Fev 2018 / 11:51 H.

A propósito do Dia Mundial do Doente, que se celebra a 11 de Fevereiro, a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) alerta e sensibiliza para a conjuntura das Doenças Reumáticas em Portugal, “numa tentativa de construir um sistema de saúde em que todo o doente reumático possa ser seguido por um reumatologista, tendo a possibilidade de ter um diagnóstico precoce e acesso a tratamento coreto e atempado, de forma a minimizar a perda de qualidade de vida associada a estas doenças”.

Embora as doenças reumáticas afectem 56% da população do nosso país, ainda são encontradas sérias dificuldades no que diz respeito ao acesso à especialidade, o que se traduz em muitos casos de doentes não diagnosticados e, consequentemente, não medicados, ou seja, doentes que não estão a ser tratados e acompanhados por reumatologistas.

Adicionalmente, apesar de ter havido uma evolução muito positiva no que diz respeito ao acesso a cuidados médicos na área da Reumatologia, ainda há zonas de Portugal onde o acesso à especialidade encara graves dificuldades.

A somar a estes factores, um terço dos doentes que sofrem de doença reumática não reconhece os sintomas. As doenças reumáticas constituem a primeira causa de invalidez e de reformas antecipadas por doença, estão associadas ao maior número de procura de cuidados de saúde primários e são as que mais qualidade de vida retiram aos doentes.

Este é o cenário que, a SPR defende que deverá ser alterado e pelo qual tem lutado junto da tutela e organizações de saúde.

Nas palavras do Presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, José Canas da Silva: “É importante que estas doenças sejam diagnosticadas o mais precocemente possível dado que, quando assim não acontece, podem deixar o doente com incapacidade grave”.

E acrescenta: “Para que isso seja possível, é urgente que se construa uma rede de referenciação organizada e que funcione correctamente, ao mesmo tempo que é preciso que a reumatologia seja, de uma vez por todas, reconhecida como a especialidade que trata as doenças reumáticas!”

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