Presidente da AM defende reconstrução de todas as habitações destruídas em Pedrógão Grande

10 Set 2018 / 21:18 H.

O presidente da Assembleia Municipal de Pedrógão Grande, Tomás Correia, afirmou esta segunda-feira que mais importante do que falar sobre as suspeitas de irregularidades, é defender a reconstrução de todo o património destruído pelo fogo de 2017.

“Em vez de nos batermos por atacar aqueles que viram as suas casas reconstruídas - ainda que com irregularidades - devíamo-nos bater para que todo o património urbano seja reparado. Essa é a questão. O país tem o dever de reparar esse património e os órgãos autárquicos têm o dever de lutar por isso”, afirmou Tomás Correia, que foi eleito pela lista do PS à Assembleia Municipal.

Apesar disso, o presidente da Assembleia Municipal (AM) salientou que os autarcas devem ser os primeiros “a querer que isso [as irregularidades na reconstrução de casas] se apure, mas nas instâncias próprias, com rigor”.

No entanto, Tomás Correia acredita que “a grande injustiça foi o abandono a que esta terra esteve submetida durante anos”, considerando que “a única coisa que a tragédia teve como mérito foi mostrar ao país” que os políticos não estiveram “à altura do território durante a democracia”.

Durante a sua intervenção, frisou ainda que os autarcas do concelho não se devem “pôr na posição de dizer que não há irregularidades nenhumas” (por diversas vezes, o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, assegurou que não havia irregularidades).

“Eu não cometo esse erro, mas também não transformo isso no papão”, salientou o presidente da AM, que deixou ainda a nota de que as explicações dadas pela Câmara Municipal “não foram, com certeza, dadas em tempo”.

O presidente da Câmara, “certamente, entende já isso”.

“Devíamos ter reagido energicamente desde o início”, disse Tomás Correia.

Posteriormente, falou o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, cujas afirmações criaram algum burburinho na assistência.

Durante a intervenção, afirmou que “ninguém enganou ninguém”.

“Alguém nos arranjou este 31”, disse Valdemar Alves, referindo que o próprio, bem como o executivo e os técnicos da Câmara, estão tranquilos relativamente ao processo.

“As casas estão a ser reconstruídas. Vamos tentar, não vamos desistir. Nós não somos assim tão maus. Temos de ter orgulho em ser pedroguenses”, salientou o autarca.

Após a intervenção de Valdemar Alves, o deputado social democrata Rui Capitão chamou a atenção ao autarca: “Alguém nos arranjou este 31? Ó senhor presidente isso é não ter consciência do que se passa ou da realidade em que está embrulhado”.

Posteriormente, questionou sobre qual é que tinha sido a posição do representante dos autarcas no Conselho de Gestão do Fundo Revita relativamente ao regulamento que foi aprovado e que deixou de fora a reconstrução das segundas habitações.

Quanto aos casos suspeitos, Rui Capitão sugeriu que as obras fossem suspensas e que a autarquia reunisse com todos os visados.

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