“Portugueses vivem melhor do que há quatro anos”

Lisboa /
10 Jul 2019 / 16:07 H.

O primeiro-ministro considerou hoje que, na última legislatura, Portugal recuperou “dignidade, auto estima e respeito internacional” e está melhor porque os portugueses vivem agora melhor, embora se recuse a classificar o país como um “oásis”.

António Costa assumiu estas posições no debate sobre o estado da nação, na Assembleia da República, tendo dedicado a sua intervenção inicial a um balanço da acção governativa nos últimos quatro anos.

“Quatro anos volvidos o país recuperou a dignidade, a auto estima, o respeito internacional e encara o futuro com optimismo. Portugal está melhor do que há quatro anos porque os portugueses vivem melhor do que há quatro anos”, declarou o líder do executivo - aqui, numa alusão indirecta a uma frase proferida pelo antigo presidente do Grupo Parlamentar do PSD Luís Montenegro de 2014: “Os portugueses não estão melhor mas o país está muito melhor”.

De acordo com António Costa, desde novembro de 2015, “Portugal está melhor porque os portugueses recuperaram a confiança, recuperaram a esperança no seu futuro, no futuro dos seus, no futuro do país”.

Neste contexto, referiu que durante a apresentação do programa do Governo, assumiu “um triplo desígnio para a legislatura: Mais Crescimento, melhor Emprego, maior Igualdade”.

“Portugal cresce 9% em termos reais nestes quatro anos, tendo retomado em 2017 e prosseguido em 2018 e 2019 um crescimento superior à média da União Europeia, retomando a convergência interrompida no início deste século; é um crescimento fortemente sustentado no investimento empresarial - apoiado na elevada execução do Portugal 2020 - e no aumento das exportações, o que reforça a confiança do crescimento poder prosseguir com os ganhos de produtividade que o investimento induz e de competitividade que maiores quotas de mercado demonstram”, sustentou.

Na perspectiva do primeiro-ministro, nos quatro anos desta legislatura “foram criados 350 mil novos postos de trabalho, em simultâneo com um aumento do rendimento médio mensal líquido dos trabalhadores de 8,2% e uma subida do salário mínimo de quase 20%”.

“Mas a melhor evidência da maior qualidade do emprego é o facto de 89% dos novos empregos por conta de outrem, serem contratos sem termo, o que confirma que a confiança no futuro da economia é o melhor antídoto contra a precariedade”, disse.

António Costa defendeu ainda que, de 2015 para 2017, “houve 180 mil famílias que saíram da situação de risco de pobreza, e 382 mil famílias que se libertaram da situação de privação material severa”.

“Em síntese, mais crescimento, melhor emprego, maior igualdade, provam que há mesmo “mais vida para além do Orçamento”, sustentou o primeiro-ministro.

Numa crítica ao anterior líder do PSD Pedro Passos Coelho, António Costa referiu que “nem o Diabo apareceu, nem a austeridade se disfarçou” - uma frase que repetiu por três vezes por causa dos protestos provenientes da bancada social-democrata.

“Estes são os resultados que alcançámos, ao mesmo tempo que o investimento público financiado pelo Orçamento do Estado aumentou 45%, que criámos a prestação social para a Inclusão que abrange mais de 93 mil pessoas, que revertemos os cortes e aumentámos o valor real de mais de três milhões de pensões, que aliviámos os portugueses de mil milhões de IRS/ano, que reduzimos as taxas moderadoras em 15%, que disponibilizámos manuais escolares gratuitos a todos os alunos do ensino básico e secundário, que aumentámos o abono de família de 300 mil crianças, e que reduzimos drasticamente o custo dos transportes públicos”, advogou.

Apesar destes resultados, o primeiro-ministro deixou uma advertência para futuro: “Não quero ser mal entendido, não vivemos no oásis, num país cor de rosa”.

“O balanço positivo destes quatro anos não nos permite esquecer os problemas que subsistem. As medidas adoptadas não prescindem das medidas que temos de adoptar. O caminho já percorrido não dispensa o caminho que ainda temos por percorrer. O já alcançado só reforça a nossa motivação e determinação para fazer o que falta fazer”, acrescentou.

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