Nova aplicação quantifica e qualifica lixos domésticos produzidos no país

10 Nov 2018 / 09:05 H.

Um investigador da Universidade de Coimbra desenvolveu uma aplicação que permite quantificar e qualificar, em segundos, os volumes de resíduos sólidos domésticos gerados por dia, mês e ano em cada um dos municípios de Portugal.

Denominada ‘Verdes pt 2018’, a nova aplicação (app) foi criada pelo investigador Márcio Magera Conceição, do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), no âmbito do seu pós-doutoramento orientado por Maria de Fátima Alves, anunciou hoje aquela faculdade.

A aplicação, que pode ser descarregada gratuitamente a partir da App Store, em versões para os sistemas Android e iOS, vai ser lançada na quinta-feira, às 10:00, no Auditório II do Colégio São Bento (Departamento de Ciências da Vida da FCTUC), no Polo I da Universidade de Coimbra, na Alta histórica da cidade.

O grande objetivo da ‘Verdes pt 2018’ é promover “uma maior consciência ambiental”, afirma o investigador, citado pela FCTUC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

“Cada utilizador verá os milhões de euros que estão a ser colocados nos aterros sanitários e quantos empregos poderiam ser gerados com a reciclagem destas matérias-primas que ainda são chamadas popularmente de lixo”, sublinha Márcio Magera Conceição.

A aplicação indica também “os milhões de euros que são gerados com o processo de reciclagem já adotada em Portugal e todos os ganhos em matérias-primas, energia e ganhos ambientais por reutilizar os resíduos sólidos urbanos”, acrescenta.

Todos os dados foram extraídos de plataformas oficiais do Governo de Portugal e confirmados pelo investigador, adianta a FCTUC.

Esta app “permite quantificar e qualificar cientificamente o volume de resíduos sólidos urbanos produzidos nos municípios de Portugal, tipificando os resíduos domésticos e indicando os verdadeiros valores que estão a ser recuperados e também os valores perdidos pela não reciclagem”, destaca a faculdade na mesma nota enviada à Lusa.

Com estes dados, “governos, empresas, instituições e universidades poderão realizar políticas públicas e planos de negócio com uma menor incidência de erros e com um menor investimento no processo da implantação de centrais de reciclagem pelo país”, sustenta Márcio Magera Conceição.

Além de que, destaca ainda o investigador, “a apresentação dos volumes e valores poderá criar uma consciência ambiental nos principais produtores de lixo do planeta”.

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