Governo substitui contratação de cientistas para missões diplomáticas por ‘recrutamento’

03 Jul 2018 / 01:49 H.

O Governo vai optar por ‘recrutar’ investigadores que trabalham no estrangeiro e são membros de associações para serem adidos científicos a tempo parcial das embaixadas portuguesas, desistindo da contratação por concurso público, admitiu o ministro da Ciência.

“Para já não será por concurso público”, afirmou Manuel Heitor à Lusa, justificando a mudança com a necessidade de “redução de custos” e de um “modelo mais sustentável”.

O ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior falava no final da sessão plenária sobre diplomacia científica que encerrou o primeiro dia do encontro Ciência 2018, que decorre até amanhã em Lisboa.

O primeiro adido científico poderá começar a trabalhar ainda este ano na embaixada portuguesa em Londres, no Reino Unido, adiantou Manuel Heitor.

Trata-se de um investigador que trabalha numa instituição científica na capital britânica e é membro da Associação Portuguesa de Estudantes e Investigadores no Reino Unido.

Um exemplo semelhante será adotado, sem data ainda definida, para a embaixada em Berlim, na Alemanha, e para o consulado em Boston, nos Estados Unidos, onde, assinalou o ministro, existem também associações de cientistas portugueses.

Em outubro de 2016, Manuel Heitor avançara à Lusa que o primeiro concurso para a colocação de conselheiros científicos nas missões diplomáticas de Portugal no estrangeiro seria lançado até ao final desse ano.

Na altura, o ministro referiu que o concurso se destinava a um máximo de cinco conselheiros, a colocar, em 2017, em embaixadas ou consulados instalados em cidades onde Portugal tem “uma maior cooperação científica”, como Boston, Londres, Paris (França) e Genebra (Suíça).

Em fevereiro deste ano, o titular da pasta da Ciência reconheceu à Lusa a demora no processo, afirmando que estava a ser estudada a forma de colaboração de jovens doutorados nas embaixadas portuguesas nos Estados Unidos, Alemanha e Brasil.

A colocação de investigadores-doutorados nas embaixadas portuguesas como conselheiros científicos é uma das medidas aprovadas pelo Governo em 2016 para a internacionalização da ciência.

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