Fundo norte-americano APW entra em Portugal e quer investir 11 milhões em três anos

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30 Ago 2018 / 11:59 H.

O fundo de investimento norte-americano APWireless (APW) Infrastructure Partners anunciou hoje que vai entrar no mercado nacional com um investimento de 11 milhões de euros a realizar em três anos.

“O fundo pretende expandir os seus investimentos com o objectivo de acompanhar o crescimento global do grupo, através de um investimento de 11 milhões de euros nos próximos três anos na aquisição e gestão de contratos de arrendamento de torres e antenas de telemóveis em Portugal”, disse, em comunicado a APW Portugal.

De acordo com o documento, a subsidiária do fundo norte-americano adquire os direitos dos contratos de arrendamento que os proprietários de imóveis detêm com as operadoras de telecomunicações, “oferecendo-lhes capital a pronto pagamento em troca do aluguer que iriam receber mensalmente”, proporcionando-lhes também uma “alternativa” para capitalizar o aluguer associado a essas infra-estruturas.

“Temos assistido nos últimos anos a uma perda de valor elevada nos alugueres dos contratos, devido à inflação e à renegociação de contratos. Neste contexto, a APW Portugal representa uma alternativa rentável para os proprietários, não só porque mitiga os riscos inerentes a estes contratos, mas, sobretudo, porque lhes permite ter uma liquidez imediata e sem riscos, que pode ser direccionada para outros fins”, referiu o vice-presidente regional Ibéria da APW, Eduardo Liuzzi, citado no comunicado.

O investimento da APW Portugal é dividido por regiões e classes de proprietários para que “a análise possa ser contextualizada de forma mais precisa”.

Entre os contratos analisados, “apenas alguns” são seleccionados e, mais tarde, qualificados para investimento.

“A empresa analisa cada contrato individualmente com o intuito de avaliar os termos jurídicos e económicos estabelecidos, bem como as variáveis de risco inerentes a este tipo de contrato. A proposta de investimento formalizada pela APW Portugal tem em consideração vários factores, como o valor do aluguer recebido actualmente, o risco de insolvência da operadora que paga o aluguer, a localização do imóvel, a procura por cobertura na região, as tecnologias dos equipamentos instalados, além das diversas cláusulas e direitos presentes em cada contrato”, explicou.

Concluído o investimento, o proprietário recebe um pagamento a pronto e a APW Portugal “passa a assumir o direito de receber os alugueres”, tornando-se “responsável” pela gestão e relacionamento com as operadoras.

“Ao funcionar como intermediário entre os proprietários e as operadoras de telecomunicações, a APW Portugal permite aos proprietários mitigar os riscos inerentes ao seu contrato, que passam a ter maior controlo e segurança sobre esse activo, e proporciona-lhes uma liquidez que lhes permite investir em opções mais seguras e rentáveis ou até mesmo aplicar os recursos de acordo com as suas necessidades”, indicou.

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