Dia de contas com o futebol a dominar

Há contas para muitos gostos, desde as vendas de jogadores à nova moeda do Facebook, passando pelas de Berardo e Vítor Constâncio. As das PPP da Saúde estão mais difíceis e a somar as de Bolonha, com mais gente a estudar fora

19 Jun 2019 / 09:18 H.

O futebol continua a fazer capas mesmo depois de acabado o campeonato com as transferências dos clubes e com destaque para a venda de João Félix do Benfica para o Atlético de Madrid. Jorge Mendes vendeu mais de 1.000 milhões de euros em jogadores de clubes portugueses faz manchete o JN. 100 milhões ficaram para o empresário só em transferências para o estrangeiro. O avançado já fez os testes médicos, revela. Ainda na bola, Platini detido por corrupção na atribuição do mundial de futebol ao Catar. A foto maior vai para as férias de Natal que no próximo ano lectivo serão mais longas, de três semanas. O JN faz ainda as contas à violência doméstica. 17 mulheres já perderam a vida desde o início do ano. A lei de Bases da Saúde também cá esta, a dividir a ‘Geringonça’.

O Correio da Manhã coloca na foto o caso do empréstimo da Caixa Geral de Depósitos a Berardo. “Constâncio deixa passar crédito imprudente a Berardo”, escreve, sobre a não oposição do então governador do Banco de Portugal. A notícia principal é a de um padre que se envolveu sexualmente com uma mulher e foi suspenso.

A Lei de Bases da Saúde é tema principal no Público. Esquerda falha acordo sobre Parceiras público-privadas (PPP) e mantém gestão privada na saúde. Acordo está cada vez mais distante, lemos, com o Bloco a acusar o PS de “estender passadeira aos privados”. Na foto a recandidatura de Trump. “Ninguém o dá por vencido”, escreve. No Plano Nacional das Artes, as escolas que vão levar os alunos três vezes por ano ao Teatro. Saiba ainda quanto vale a moeda virtual do Facebook, um tema para descobrir no interior do jornal.

No Diário de Notícias, a imagem de Vítor Constâncio. “BCP, Berardo, calúnias e mentiras: dúvidas e as explicações de Constâncio na AR”. A manchete é para Bolonha. “Quadruplicaram os portugueses a estudar na Europa”. João Félix também volta à primeira deste jornal, que explica como o jogador valorizou 118 milhões em 12 meses. Ainda a chamada para o Mundial de 2022 e para as suspeitas de corrupção.

O caso Platini está nas notícias maiores do i. “Este caso ultrapassa-o”, diz o advogado do ex-presidente da UEFA, revelando que a reunião com o emir do Catar foi organizada por Sarkozy. Em grande, a banca. Os velhos e os novos rostos, estes últimos a puxar pelos lucros no sector. Com prejuízos, a TAP também lá voa. A compra da companhia portuguesa de bandeira continua a dividir. O CDS vai questionar accionista e o PCP pede consequências. Em menor, Constâncio acusa Berardo de ter mentido no Parlamento.

Terrenos para construção obrigados a pagar AIMI, escreve em grande o Negócios. Tribunal Constitucional deu razão ao Fisco, acrescenta sobre o tema. Em grande também o Facebook que lança moeda virtual e a Farfetch é membro fundador. “Não estamos apenas a falar de uma criptomoeda”, afirma José Neves, CEO da empresa que se tornou parceira da Libra Association. O chumbo do Parlamento às alterações às PPP deixa Lei da Saúde moribunda, chama para primeira página o jornal especializado.

Mil milhões foi a fasquia ultrapassada pelo Benfica na venda de passes dos jogadores na era Vieira, diz a capa de A Bola.

Atlético ofereceu 25 milhões por Alex Telles. “Atlético levou nega”, escreve O Jogo, com o FC Porto a remeter para os 40 milhões da cláusula.

O Record coloca em grande “A mina do Seixal”. João Félix faz Benfica ultrapassar 300 milhões de euros em vendas da formação. São já dez os miúdos transferidos acima dos 15 milhões de euros nos últimos quatro anos.