Comércio electrónico deverá atingir 376 milhões de euros em 2022 em Portugal

07 Nov 2018 / 22:59 H.

Portugal deverá registar vendas de 376 milhões de euros (430 milhões de dólares) através do comércio eletrónico em 2022, ou seja 1,6% das vendas, segundo um relatório da consultora Nielsen.

O trabalho, chamado ‘Future Opportunities in FMCG E-Commerce’ concluiu que “a atividade virtual dos portugueses não inclui ainda de forma significativa um ato tão quotidiano como o de fazer compras. Atualmente, menos de 1% das vendas de produtos de grande consumo são ‘online’”, referiu a Nielsen.

No entanto, “66% dos portugueses afirmam estar dispostos a fazer no futuro encomendas ‘online’ com entregas ao domicílio (o valor mais alto da Europa Ocidental) e 63% mostram-se disponíveis para experimentar a opção de encomendar ‘online’ e recolher em locais específicos nas lojas, o que demonstra que o consumidor está, de facto, disponível para começar a fazer compras online”, referiu Mafalda Silva Ferreira, Client Development Senior, da Nielsen, citada no mesmo documento.

A consultora referiu que existem vários aspetos a ter em conta para determinar o potencial de mercado de um país.

“Num primeiro nível, os drivers fundamentais para o e-commerce são o PIB [Produto Interno Bruto] e a penetração de contas bancárias, da Internet e dos ‘smartphones’. A nível macroeconómico, há que destacar a facilidade na concretização de negócios, a densidade populacional e a capacidade do sistema postal. A confiança e uma cultura de poupanças constituem os ‘drivers’ sociais para o desenvolvimento do ‘e-commerce’, e, finalmente, do lado da oferta do mercado, a maturidade dos retalhistas é fundamental para o crescimento do comércio eletrónico em Portugal”, concluiu a Nielsen.

Globalmente, depois de um estudo em 34 países, a consultora prevê que, “de 2017 a 2022, o ‘e-commerce’ nos bens de grande consumo apresente um crescimento mundial quatro vezes superior ao verificado tanto nos canais ‘offline’ como no PIB. Em 2022 estima-se que as vendas globais de ‘e-commerce’ atinjam os 400 mil milhões de dólares, sendo responsáveis por 10% a 12% das vendas de bens de grande consumo. A China e os Estados-Unidos serão as duas grandes referências globais, agregando 60% do total”.