Valorizar o Trabalho e o Trabalhador Social

09 Nov 2019 / 02:00 H.

De regresso à minha atividade profissional, após o mandato cumprido no Parlamento, tive a felicidade de ser acolhido num serviço onde é, também, possível contribuir para ajudar quem mais necessita. O trabalho social com as famílias que mais precisam de ser apoiadas é feito, felizmente, por um conjunto de técnicos que realmente “vestem a camisola”. Nada que eu já não soubesse. Mas confesso que me surpreendeu a dedicação e a competência de tanta gente que não se limita a cumprir horários e que leva, não raras vezes, para casa algum desse trabalho. Gente nova e menos nova imbuída de um profissionalismo e espírito de entreajuda assinaláveis. Se é certo que muito ainda falta fazer, numa perspetiva de melhorar a vida de tantos conterrâneos nossos que sofrem com a pobreza, que salta aos olhos, também é verdade que existe um “exército” de trabalhadores sociais prontos a dar o melhor de si para conseguir levar a todos o apoio de que necessitam. Numa altura em que se torna cada vez mais urgente combater a pobreza e a exclusão, reforçar o apoio aos idosos, apoiar as famílias que lutam com dificuldades para garantir uma educação de qualidade aos seus filhos, dar esperança a alguns milhares de desempregados que precisam de trabalhar e de garantir cuidados de saúde de qualidade aos utentes do nosso serviço de saúde, estou convicto que os técnicos das várias áreas estão prontos e ‘armados’ com as melhores estratégias de intervenção para o que é preciso fazer. Que quem tem a responsabilidade de definir as políticas sociais de que necessitamos para transformar a realidade esteja atento ao que é necessário implementar. Que quem tem a missão de formar profissionais nesta área, como é o caso da Universidade da Madeira, se empenhe em criar cursos nas várias áreas do trabalho social, o que tarda em acontecer. Da parte dos vários trabalhadores sociais, estou certo, terão toda a disponibilidade e inexcedível empenho na prossecução da inadiável tarefa de garantir as melhores respostas sociais a quem precisa ser apoiado.

Roberto Almada

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