Pela união em defesa do CINM

15 Abr 2019 / 02:00 H.

No início de Abril lancei um repto a todos os partidos políticos para que estejam unidos em defesa do CINM.

Fi-lo por entender como madeirense que a importância do CINM para a Madeira é de tal ordem que impõe uma união e uma convergência de vontades de todos os partidos em torno da sua defesa.

Estamos a falar de um instrumento de desenvolvimento e coesão social muito importante para uma região ultraperiférica como a Madeira que representa cerca de 13,3% do total da receita fiscal coletada na Região (cerca de 122 milhões de euros), gera riqueza (próximo dos 15% do PIB regional) e cria postos de trabalho.

Sim, postos de trabalho diretos e indiretos, alguns milhares de trabalhadores com rosto, reais, efetivos e respetivas famílias que vêm agora a sua subsistência ameaçada.

Estranho por isso o silêncio da maior parte das forças políticas, em especial daquelas que se arrogam as grandes defensoras dos direitos dos trabalhadores.

Infelizmente os quarenta anos da nossa Autonomia Política ainda não foram capazes de gerar compromissos entre os vários partidos políticos em matérias importantes como esta para a nossa Região e para o nosso país.

A política continua a ser feita em simples binómios e estruturada na oposição de contrários: “nós” e “eles”, “bons” e “maus”, “maioria” e “oposição”.

Mas pior, para o partido socialista na Madeira, a política resume-se ao vazio, aos falsos sorrisos, onde não se discutem ideias e os candidatos não se comprometem a nada.

Para estes e para os bloquistas vale tudo, atacar o CINM, acabar com a sua receita e com os postos de trabalho, prejudicar a Madeira, os madeirenses e porto-santenses.

Esta é a política e a estratégia daqueles que pretendem que a Madeira fique cada vez mais refém de Lisboa e cada vez mais subsídiodependente.

Os tempos que vivemos e as ameaças a um instrumento fundamental para a Madeira e para o país como o CINM exigem uma outra forma de atuação política, baseada não na mera negação binária, mas na política dos compromissos.

Comprometer-se é afinal assumir uma responsabilidade.

A ideia do compromisso político e o pensamento político de Emannuel Mounier que estiveram na génese do PPD/PSD continuam por isso com bastante atualidade.

Como dizia Francisco Sá Carneiro “ a pessoa apenas encontra a sua realização na e pela acção, no e pelo compromisso” (...).

A hora é de compromisso, pela união de todos em defesa do CINM.

Termino não sem antes invocar a memória do criador do conceito de compromisso Emannuel Mounier, que tanto influenciou o partido social democrata e Francisco Sá Carneiro “ a pessoa apenas encontra a sua realização na e pela acção, no e pelo compromisso” (...).

Por isso volto a apelar a todas as forças partidárias por um novo compromisso.

Pela união em defesa do CINM.

Sara Madruga da Costa
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