Os “bota abaixo” que desdenham o sucesso dos outros

14 Mai 2019 / 02:00 H.

Há quem não saiba viver, conviver e/ou reconhecer o sucesso dos outros, independentemente dos méritos obtidos por quem nos rodeia poderem ser obtidos no desempenho de funções em empresas públicas e/ou privadas, na forma como lidamos com as nossas famílias, até mesmo no desporto, e por aí adiante. Desde que sintam ou cheirem que há sucesso que não o seu... o caldo fica logo entornado.

Saber viver com o sucesso dos outros é, não raras vezes, algo difícil, mas não tem necessariamente de ser considerada uma doença incurável. Tem bom remédio, basta que tenhamos espírito livre e aberto. O problema, regra geral, é de amor próprio. Desdenhamos aquilo que não conseguimos alcançar. Mas desde que se trabalhe arduamente a consciência de cada um fica tranquila e mais positiva para o mundo que nos rodeia.

Mas porque será que o sucesso dos outros é mal encarado? Muito simples, porque saber elogiar quem faz melhor do que nós não está ao alcance de todos. Há que dar os parabéns a todos os que vencem meritoriamente, mesmo que sejam adversários.

Independentemente de haver cura para os “bota abaixo”, que proliferam que nem cogumelos e vão continuar a existir, porque será sempre mais fácil dizer mal de tudo e de todos do que reconhecer o mérito dos outros, é preciso perceber quem são. Os “bota abaixo” estão sempre por detrás da cortina, à espera que o pior aconteça aos outros, para logo de seguida e em grupo, comentarem na “rádio sapatilha”, vangloriando-se com a desgraça dos outros. E não vale a pena os que ouvem os “bota abaixo” dizerem que “só ouviram”. Quem ouve é conivente e ajuda a propalar a doença!

O sucesso conquista-se com humildade, trabalho, dedicação e paixão por aquilo que fazemos. E não é medido por terceiros. Advém da satisfação pessoal e não do contentamento dos outros. Portanto, os bem sucedidos, por norma, não ligam aos “bota abaixo”.

Por falar em sucesso, deixo um pequeno registo de apreço para o Dr. Pedro Ramos (hoje Secretário Regional da Saúde com a tutela da Proteção Civil) e às suas equipas, que há mais de uma década são os grandes impulsionadores/ pioneiros dos cursos de MRMI (Medical Response To Major Incidents) quer na formação feita na Madeira, quer no exterior.

A pronta resposta que foi dada pelas equipas ao maior acidente rodoviário de que há memória na Madeira, que envolveu um autocarro na zona do Caniço, merece um forte aplauso. Os elogios ao excelente trabalho desenvolvido pelas equipas de salvamento tiveram eco internacional. E deixo também o elogio ao Capitão José Dias (Presidente da Proteção Civil) e demais subordinados, que com o seu trabalho dignificaram o nome da Madeira no socorro ao mais alto nível.

Bem hajam!!!

Duarte Agrela

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