Emoções fortes

Eu adoro pessoas, animais, natureza, mar, causas, etc..., mas detesto que me imponham coisas

02 Dez 2019 / 02:00 H.

Passando em revista o meu ano de 2019, que está quase a terminar, vejo que foi o ano das grandes emoções, a vários níveis. A nível pessoal, foi o tentar recuperar de um acidente que me limitou imenso e ainda limita. Foi a perda do meu querido e amado gatinho, que era uma companhia amiga extraordinária, como só ele sabia ser. Foi o aprofundamento das saudades do meu companheiro, que serão editadas em livro, partilhado com a minha filha, no dia 23 de Janeiro de 2020 – sintam-se, desde já, convidadas/os. É a doença da minha irmã, que é uma grande guerreira, e vai vencer este desafio da vida com o apoio de toda a família.

Paralelamente a isto, há muito mais que não cabe neste artigo. Foram mudanças, umas positivas e outras nem tanto, que me têm aproximado, ou afastado, de algumas pessoas. Decidi dar mais atenção, e amor, a umas, e a me afastar de outras, porque só vale a pena gostar de quem gosta da gente. Há tantas pessoas na minha vida a precisar que eu lhes diga, mais vezes, que gosto delas e que quero estar com elas, e há outras que não dão apreço à minha presença. Com essas outras, o melhor é deixar o espaço vazio para ser ocupado por quem tem mais jeito de fingir que está tudo bem. Eu sou uma pessoa que gosta de se sentir bem com o que faz e detesta fingimentos e hipocrisias.

Eu adoro pessoas, animais, natureza, mar, causas, etc..., mas detesto que me imponham coisas. Que decidam por detrás das minhas costas, que façam críticas pessoais e que depois nunca peçam desculpas, como se eu é que estivesse a ver mal as coisas. Posso até não ter sempre razão, como é natural num ser humano, mas sei pedir desculpa, sei ser teimosa e, por aquilo em que acredito, sou capaz de ir até ao fim do mundo. Há quem goste de sonsices, de falsos elogios, de gente que fala por detrás das costas, de bajuladores/as, mas quem me conhece sabe bem que não sou nada disso. Ser como sou é lixado, e eu sei do que falo. Mas decidi que não vou mudar para agradar a ninguém. Digo sempre na cara o que penso e é por isso que não consigo aguentar hipocrisias, venham elas de onde vierem.

Eu gosto de política séria e de causas. Sofri com o que aconteceu ao meu partido. Fiquei zangada pelas pessoas não terem entendido a importância que teria continuar a apostar em propostas sérias para combater a situação que vivemos há mais de 40 anos. Reagi contra os “meus” que, cegamente, confundiram divergências com traições e ajudaram a que os resultados tivessem sido péssimos. Sofro por ver camaradas irem para o desemprego e estar em causa outras coisas muito importantes. Fui frontal. Dei opinião, mas não virei as costas nem atraiçoei os meus princípios. Quem era, e é, meu amigo/a, vai continuar a ser porque sabe que eu sou assim. Não deixei de gostar das pessoas de quem gostava. Algumas é que me trataram, e tratam, como se eu fosse inimiga.

Confesso que estou cansada, mas enquanto puder não vou desistir de mim nem de quem gosta de mim. E são tantas as pessoas de quem eu gosto muito, e elas sabem disso, independentemente do lugar que ocupam na minha vida.

Para encerrar o ano considero que, o que fez o Governo Regional à CMF, na polémica da atribuição das barracas de Natal, expropriando o espaço municipal até fins de Janeiro, é muito grave a abre um grave precedente que deve ser repudiado por todas as pessoas que amam a democracia e o Poder Local. No fundo, o que estava em causa era a falta de transparência na atribuição dos espaços comerciais. O governo já tinha prometido aos seus apoiantes e teve medo que em leilão eles pudessem perder o lugar. O resto já estava tudo assegurado e, se demoraram a montar, nada teve a ver com esta polémica, como tentam insinuar para enganar as pessoas.

Guida Vieira

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