Setembro azul

E há boas razões para não votar no PS, pois é uma ilusão, já que é um partido que falta à palavra dada

14 Set 2019 / 02:00 H.

Há muitas razões para votarmos nas eleições de 22 de setembro, mas este ano há uma especial: vamos participar num acontecimento histórico que é o fim das maiorias absolutas na Madeira. Depois de 43 anos de absolutismo do PSD, existe a oportunidade de termos uma mudança segura e de ter um Governo de poder partilhado. Em 24 dos 28 países da União Europeia, os Governos são constituídos por dois ou mais partidos e as economias crescem e as populações vivem melhor que a nossa.

Há 7 boas razões para votar no CDS nestas eleições: em primeiro lugar, um voto no CDS impede a renovação da maioria absoluta do PSD e a continuidade dos desmandos e das arrogâncias. Em segundo, o voto no CDS evita que se estenda à Madeira a geringonça nacional, com o PS a cair nos braços dos radicais do Bloco de Esquerda e do PCP. Em terceiro, um voto no CDS premeia quem trabalhou, intensamente, no Parlamento Regional, na Câmara de Santana e em 7 Juntas de Freguesia para melhorar a vida das pessoas. Em quarto lugar, um voto no CDS levará o partido ao Governo e serão aplicadas as suas propostas: redução dos impostos sobre famílias e empresas, um forte investimento na Saúde e na diminuição das listas de espera, uma aposta decisiva na natalidade e na ajuda aos mais velhos através de apoios monetários aos que têm pensões baixas e ao cuidador informal, uma viragem nas qualificações da população ativa que são muito reduzidas e provocam uma fraca produtividade, uma luta sem tréguas na defesa do Ambiente e da Paisagem Rural Humanizada, nosso principal atrativo turístico, uma negociação séria para a vinda de mais companhias aéreas para cobrir o défice entre o número de camas e os lugares disponíveis nos aviões e fazer baixar os preços das viagens, uma redução dos custos das empresas, nomeadamente da fatura portuária, e a criação de Programas para a criação de empregos e de casas para os mais jovens. Em quinto lugar, um voto no CDS assegura que terminará este conflito permanente entre o PSD e o PS e entre os Governos Regional e da República que só tem prejudicado os madeirenses, mas sem transigirmos na defesa dos nossos direitos, como já o demonstrámos, com os nossos votos contra os Orçamentos do Estado que afetavam a populações da Madeira. Em sexto, um voto no CDS é garantia de segurança, pois, o partido será sempre um fator de estabilidade política e de paz social. Em sétimo lugar, um voto no CDS é um voto sem stress, já que não tem clientelas para manter, nem amigos para promover, e se for Governo vai pôr o mérito e a competência acima de qualquer interesse particular. O voto deve ser útil para quem o dá e não para quem o recebe.

Há boas razões para não votar no PSD porque a sua governação foi uma desilusão, cumprindo apenas meias promessas, fracassando na Saúde, e dizendo que vai fazer no futuro o que não fez até ao momento, apesar de ser Governo. E há boas razões para não votar no PS, pois é uma ilusão, já que é um partido que falta à palavra dada, que empatou em Lisboa os assuntos importantes da Região e, agora, promete resolver o que não fez nos últimos 4 anos, pese embora seja Governo na República. O PCP e o Bloco de Esquerda apoiaram esta governação nacional e foram coniventes no bloqueio à solução dos dossiers regionais, e assim, também não merecem os votos do nosso povo, para além de que a sua agenda de transformação social forçada não se compatibiliza com os Valores e Princípios da nossa sociedade.

Também há boas razões para não votar nos pequenos partidos que proliferam como cogumelos, representados por pessoas respeitáveis que militaram, mas não vingaram noutras forças políticas, pois são votos perdidos que não elegem deputados e que fazem falta a quem quer e pode mudar alguma coisa nesta terra, como é o caso do CDS.

Estas são as eleições mais importantes dos últimos anos e não podemos falhar na nossa escolha, pois o pior que nos poderia acontecer era manter tudo na mesma ou substituir um absolutismo por outro absolutismo. O CDS é a garantia de que é possível uma Mudança Segura. Este é o Momento de um setembro azul.

Escolhas

Quem?

O helicóptero de combate aos fogos florestais. Desde 2000 que defendo a sua utilização na Madeira, baseado na opinião de especialistas e os Governos do PSD sempre disseram que era impossível. Agora tem-se revelado essencial.

O quê?

A Moda Madeira no Tecnopolo, o Festival de Colombo no Porto Santo e o espetáculo piromusical em Machico logo à noite, o concerto dos Artistas esta tarde às 18h nos jardins do Lido e amanhã a Festa do Pero na Ponta do Pargo.

Onde?

Na Caniçal, hoje é Dia de Festa da Piedade, mas os pescadores não esquecem as promessas por cumprir como a renovação da lota e a revisão das quotas do atum e os jovens esperam pelos terrenos para construírem as suas casas.

Quando?

Então o candidato do PS a Presidente do Governo, enquanto Presidente da Câmara do Funchal durante 6 anos, não tinha conhecimento do que se passa na Ribeira dos Socorridos? Olhe que o assunto foi abordado nas reuniões da Município...

Porquê?

Em vésperas de eleições, o Presidente do Governo Regional descobriu que os idosos têm falta de vista. A partir de 1 de outubro, serão dados 150 euros para a compra de óculos. O problema é se não vêem as setas no dia dos votos...

Como?

O PS promete, agora, aos madeirenses o que não nos concedeu nos últimos anos, apesar de ser Governo na República. O PSD é Governo na Região e anda a prometer o que não fez nos passados 4 anos. Como é curioso...

José Manuel Rodrigues