Tendências na Saúde

Não se pode tolerar as dúvidas infundadas sobre a eficácia da vacinação

04 Dez 2019 / 02:00 H.

Com o objetivo de acompanhar os sistemas de saúde, tomar conhecimento da organização e das práticas adotadas de forma a influenciar os decisores para a definição das melhores politicas para o setor, a Comissão Europeia, juntamente com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) e o Observatório Europeu dos Sistemas e Políticas de Saúde publicam, nos anos pares o “Relatório sobre o Estado de Saúde na Europa”, e nos anos ímpares os “Perfis de Saúde dos Países da União Europeia” alcançando assim uma apreciação geral especializada da realidade de cada sistema de saúde com o objetivo de aprofundar o intercâmbio voluntário entre os vários países.

No final de novembro foi publicado em Bruxelas os perfis dos sistemas de saúde de 30 países juntamente com o relatório que expõe as tendências de mudança dos sistemas de saúde na Europa. A nível nacional é apresentada amanhã dia 5 de dezembro o documento sobre o Estado da Saúde na União Europeia, onde é feita uma análise detalhada aos sistemas de saúde dos estados membros colocando em evidência a saúde das populações. O documento entre outras temáticas aponta para os principais fatores de risco que afetam a saúde dos cidadãos, expõe a eficiência dos serviços, a acessibilidade dos cidadãos aos cuidados, salienta a resiliência dos sistemas de saúde num contexto em que estes têm de ser permanentemente repensados para serem competentes e oferecerem cuidados de qualidade e em segurança, focalizados nas reais necessidades dos utentes.

Em 2019 a Comissão Europeia destacou cinco grandes tendências que importa identificar e acompanhar, quando se assiste a agressivas campanhas anti- vacinação e se observa o ressurgimento do sarampo e da meningite entre outras doenças que pensávamos definitivamente controladas ou erradicadas, não se pode tolerar as dúvidas infundadas sobre a eficácia da vacinação. Esta campanha constitui uma ameaça á saúde publica que deve ser combatida pelos vários meios e fundamentalmente pelos profissionais de saúde.

Num tempo em que emerge a inteligência artificial no seio das novas tecnologias com grande impacto nos vários domínios da vida quotidiana, no que à saúde diz respeito a promoção da saúde, a prevenção da doença, o tratamento e a reabilitação devem fazer parte de uma estratégia que possibilite as pessoas utilizarem e beneficiarem dos instrumentos digitais disponíveis.

Apesar de não haver um desenvolvimento uniforme ao longo das últimas décadas, atualmente continuamos a assistir em Portugal e em muitos países da União Europeia a vários obstáculos que dificultam o acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde.

Outra tendência identificada tem a ver com a inovação e a combinação de competências entre diferentes profissionais de saúde nomeadamente Enfermeiros e Farmacêuticos num sistema onde estes profissionais podem aprofundar as suas funções.

Por último importa relevar a criação de um adequado enquadramento da política do medicamento no espaço europeu, zelando por uma prescrição responsável que tenha em consideração a segurança, a eficácia, assim como a utilização de novas moléculas acessíveis a todos.

Juan Carvalho

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