Propinas do Ensino Superior baixam 212 euros

09 Nov 2018 / 02:00 H.

Pela primeira vez, desde 1992, as propinas das licenciaturas e dos mestrados integrados, das Instituições Públicas de Ensino Superior, não vão ter qualquer aumento. Pelo contrário. A partir do próximo ano letivo, vão sofrer um corte significativo que muito vai ajudar estes estudantes e respetivas famílias. Com efeito, a pressão e insistência do BE, junto do governo da República, garantiu a redução das propinas do Ensino Superior de 1068€ para 856€ anuais, já em 2019. São 212€ que as famílias poupam para fazer face a outras despesas, poupança essa que só foi possível porque o BE se empenhou, de forma determinada, nesta conquista tão importante para milhares de pessoas. Esta redução é mesmo efetiva porquanto acautela, também, que as universidades não perdem receita. Essa descida, nas propinas, é compensada por transferências diretas do orçamento do Estado (OE) para as instituições de Ensino Superior Público e acautela, também, que quem tem acesso à ação social escolar vai continuar a beneficiar dele. Como bem afirmou a Coordenadora Nacional do BE não se trata, pois, de “uma daquelas medidas a que a direita nos habituou, muitas vezes, que era tirar de um sítio para pôr noutro”. Não. Aqui não há jogadas escondidas. Redução efetiva das propinas, em quase 20%, sem prejuízo dos apoios sociais que os estudantes universitários beneficiam atualmente. Apesar desta conquista, de vital importância para os estudantes das licenciaturas e dos mestrados integrados, não nos acomodaremos. Continuaremos a perseguir o objetivo de, um dia, eliminar qualquer pagamento para frequentar o Ensino Superior Público. Lá chegaremos. Para já fica esta conquista. Outras, certamente, virão!

Roberto Almada

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