“Pausa de dois meses...

10 Out 2019 / 02:00 H.

Pedi ao diretor Ricardo Oliveira uma pausa na escrita, pelo facto de ser candidato às eleições regionais de 2019, e que só retomaria a opinião após as legislativas nacionais de 6 de outubro. E o silêncio valeu ouro para mim. Como dia a letra de fado: “é no silêncio das coisas que eu encontro a voz a amiga”.

AS ELEIÇÕES E OS “ESGALGADOS”

Os resultados das eleições para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira e para a Assembleia da República mostraram que as conjunturas são determinantes no apuramento final. O JPP não tingiu os objetivos definidos, e assumo total e exclusiva responsabilidade por esse facto. O projecto está em crescimento, e para quem deseja acelerá-lo demasiado, sem resguardos e pneus necessários, há sempre este ano a oportunidade democrática de alterar a caminhada.

O jogo político-partidário regional tem mostrado, na minha modesta opinião, que um “esgalgado” de tão sofrego que está, pode sufocar na própria fome. É uma realidade nova, não intranquila, mas que esclarece que a “birra de um homem só” pode determinar o futuro da causa-pública. O acordo de governo PSD/CDS, ao contrário do que se tem afirmado, não foi pensado no interesse público, ou nas causas da justiça social e da solidariedade. Está pensado, tendo por modelo a chantagem e o interesse artificial de cargos e lugares que, embora perfeitamente natural em acordos politicos, podem em demasia subverter o princípio natural de governar.

Assim, mantenho a afirmação: um “esgalgado” pode querer comer no governo e na assembleia, pondo em causa a partilha da comida pelos demais comensais...

OS ADVOGADOS

Sempre que há eleições o caso dos advogados da Câmara Municipal de Santa Cruz vem à baila, com alto patrocínio desta vez de um dos partidos do arco da governação, e com a ajuda do combustível para o jacto privado de alguns forenses das ilhas. Sobretudo, uns forenses que se habituaram a viver à sombra de honorários do PS ou PSD, e que por douta conduta do currículo avaliado per si, desejavam extrair mais uns trocos do erário.

Outros há, que se rogam no direito de uma resposta, de uma peça que o próprio os próprios são ouvidos e simultaneamente emissores (risos). Poderia, efetivamente, responder com a maior efectividade de dados se porventura conhecesse missiva. Mas não...

De resto são fait-divers... aliás basta seguir o rasto dos partidos que já patrocinaram e chegamos à fonte.

Qual será a diferença entre “advogados esgalgados” e “advogados validados”?

O UNIVERSO É DE “5 MIL ESTRELAS”

Há três afirmei que o eleitorado fixo do JPP não passa de mais de cinco mil almas, ou como referi em subtítulo “estrelas”. Fora disso, só o universo autárquico premeia aquilo que analistas e profissionais da comunicação teimam em reforçar que é a perda ou a eventual crescimento do eleitorado. Afirmar um resultado é menos positivo ou mais promissor, tendo por base uma tipologia eleitoral distinta: é acima de tudo subestimar o cidadão eleitoral, que não é seguidista ou “cego”.

Luís Filipe Malheiro, ao jeito das pressões social-democratas preocupadas e, talvez, horrorizadas com as chantagens do seu parceiro ideológico (cuidado com as ideias fixas!) apressou-se a julgar, como se tivesse acertado uma na “astrofísica” do JPP. Meras quimeras...

Compreendo o nervosismo dos verdadeiros sociais democratas! Mas não aceitarei, de forma alguma, pressões de qualquer ser, por mais intraquilizante que for para o presente e para o futuro. Aqui se planta, aqui se colhe.”

Élvio Sousa

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